sábado, 27 de abril de 2013

[Curiosidade] Sonhos mais comuns das pessoas

O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Os sonhos noturnos são gerados, na busca pela realização de um desejo reprimido.


Pelo menos, alguma vez na vida você já deve te tido pelo menos algum desses sonhos:


- Monstro perseguindo você (eu sonho geralmente com um cão, assassinos, ou o Nemesis do Resident Evil);


- Dentes caindo (geralmente meus dentes caem por eu morder descontroladamente forte);

- Vontade de fazer xixi (na maioria das vezes eu faço xixi e não para a vontade);

- Andando nu ou com roupas íntimas na frente de todo mundo (sempre sonho com eu chegando na universidade só de cueca);

- Voar sem nenhum equipamento (eu sonhava isso na adolescência e lembro que no sonho todo mundo sabia que eu tinha esta "habilidade");

- Não conseguir frear o carro (eu sempre acabava avançando o sinal vermelho por não poder frear);

- Cair de repente (geralmente isso acontece quando estou quase dormindo, sempre levo um susto);

- Chegar em sua casa e estar mudada (sempre aparece minha casa em outro lugar, ou ela tem outras salas, quartos e o quintal nunca é o mesmo).


- Não chegar a tempo num compromisso importante (no sonho, eu sempre me atraso pra ir fazer um concurso ou prova. Acontece todos os imprevistos, às vezes, minhas pernas até travam e não consigo chegar no local).



Esses sonhos, segundo o psicologo escocês Ian Wallace são muito comuns (clique aqui e confira os seus significados). 



Se você já sonhou com essas coisas ou algo parecido, comente esta postagem.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

[Games] Angry Birds

Quase que podia ser como a outra história: “Aquele que nunca jogou ou nunca instalou um Angry Birds no seu telemóvel que atire a primeira pedra!”. Ou neste caso, que atire o primeiro pássaro.


A Rovio, empresa finlandesa que criou o jogo Angry Birds, apresentou os resultados financeiros do ano passado e a conclusão que fica é a de que os pássaros zangados são máquinas de fazer dinheiro. “Performance sólida em todas as áreas de negócio” é a frase que começa a nota de imprensa enviada pelo finlandeses. Além de transpirarem confiança e popularidade, a Rovio agora também transborda dinheiro. Ao todo foram 75,4 milhões de euros em receitas, dos quais 48 milhões são lucro (antes do pagamento de impostos). Uma das áreas que mais se destaca além do lucro gerado pelas aplicações em si, é a de Consumo de Produtos – através do merchandising do Angry Birds a empresa finlandesa arrecadou 22,6 milhões de euros.

“O forte crescimento no número de receitas demonstra a popularidade da marca Angry Birds”, referiu Mikael Hed, CEO da Rovio no comunicado. Hed declarou ainda que a empresa precisa de manter-se focada e criativa para poder continuar a entreter os milhares de fãs que se criaram. Durante 2011 a Rovio viu o número de empregados crescer até oito vezes, empregando agora 224 pessoas. Ao todo são mais de 200 os parceiros que trabalham com a marca finlandesa para levar a atividade de esmagar porcos um pouco a todo o mundo.

Para os resultados de 2011 contam os jogos Angry Birds, AB Seasons e AB Rio – o Angry Birds Space apenas foi lançado em 2012. O jogo que levou os pássaros até ao espaço gerou um crescimento estratosférico no número de downloads - se no final de 2011 os jogos tinham sido descarregados 648 milhões de vezes, na segunda semana de maio de 2012 o sucesso finlandês atingiu a marca dos mil milhões de downloads.




terça-feira, 16 de abril de 2013

[...] Eu sei que vou te amar


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida


(Tom Jobim)

terça-feira, 9 de abril de 2013

[Cinema e Psicologia] Psicologia Behaviorista e o filme "Laranja Mecânica"


O que significa o título “Laranja Mecânica”? Ao pé da letra, o título original (Clockwork Orange), significa “Laranja com Mecanismo de Relógio”. O título alude, pois a um “mecanismo de relógio” - clockwork – algo que nos remonta a uma visão mecânica, artificial, robótica, programável. Orange – laranja, nos leva, particularmente, a ver semelhança, no inglês, com a palavra “orang – utan“, ou seja, um macaco (no caso alaranjado, mesmo), uma criatura, um animal. No final das contas, seria uma alusão ao procedimento behaviorista utilizado pelos cientistas do filme para reintegrar à sociedade o jovem Alex, considerado como um “animal” e, por isso mesmo, “domesticável”.

O Laranja Mecânica, produzido em 1971, ficou proibido em vários países. No Brasil, só foi liberado pela Censura em 1978. Baseado no romance homônimo de Anthony Burguess é, de fato, um filme perfeito. Tudo nele se encaixa com perfeição – cenários, locações, figurinos, atores, fotografia e música – para criar um ambiente aparentemente distante do nosso, um mundo caótico e sombrio em que Alex, um jovem inglês que lidera um grupo de delinquentes, sai pelas madrugadas usando alucinógenos, espancando mendigos idosos e violentando mulheres, entre outros desatinos. Tudo em clima de pura diversão e sarcasmo.

Numa de suas investidas, o bando comete um homicídio, o que leva o líder Alex para uma casa de detenção. Condenado a catorze anos de prisão pela morte de uma mulher, o jovem esquiva-se do assédio de homossexuais e da violência dos outros prisioneiros. Para conseguir um melhor tratamento, auxilia o capelão do presídio nas atividades religiosas. Ao saber que está sendo utilizado um novo método “Método Ludovico”, de recuperação de prisioneiros que garante a liberdade imediata, Alex candidata-se de imediato, contra a vontade do capelão e do diretor do presídio. Tratando assim o mais puro behaviorismo, que consiste em “condicionar” o paciente a rejeitar todo comportamento “anormal”. Alex é colocado num palco onde se obrigam a assistir filminhos com cenas de violência inegável. Mas antes dessas sessões cinematográficas, injetam-lhe um medicamento que lhe provoca insuportável náusea. Associando as cenas ao mal-estar físico, ele neutraliza sua agressividade natural e se transforma num “cidadão modelo”. (O fundamento desse programa é a teoria do condicionamento, elaborada pelo fisiologista russo I. Pavlov no início do século XX e desenvolvida mais tarde por J. B. Watson e B. F. Skinner, psicólogos norte-americanos que criaram o paradigma comportamentalista na Psicologia.).

Em A Laranja Mecânica temos um excelente exemplo de como utilizar certos conhecimentos da Psicologia para o exercício do controle social.

Análise

O diretor Stanley Kubrick retrata um mundo futurista, onde uma gangue aterroriza a sociedade, com vandalismo, brigas com outras gangues, estupro e outros crimes.
O líder da gangue (Alex) é preso, e através de um programa de condicionamento, volta às ruas modificado. Quando pensa ou tenta algum ato violento, o seu organismo reage com crises de pânico, vômito, tontura. Esse condicionamento foi realizado através de sugestões visuais, onde ele assistia a cenas de violência sem sequer poder piscar os olhos, que se mantinham abertos à força, sendo molhados com colírio.
Em seu retorno à sociedade, ele encontra todas as suas vítimas, que se vingam dele, que não consegue reagir por causa do seu condicionamento. É espancado por um de seus ex-colegas que se tornou policial e, em seu caminho, cruza com um senhor que ficou paralítico e que teve a esposa estuprada e morta ao serem agredidos por ele. Esse senhor o reconhece somente quando ele está na banheira e canta uma música, a mesma que ele cantou quando o estava agredindo. Como as outras vítimas, vinga-se, mandando um empregado agredi-lo.
Depois de passar por todos os percalços, Alex volta ao seu estado normal através de uma cirurgia no cérebro, pelas mãos de um congressista que quer utilizá-lo como vítima do sistema para sua campanha eleitoral. Tem então, “lindas visões”, recheadas de violência e morte.

1. O controle do comportamento social é feito através da técnica Ludovico que, com princípios psicológicos behavioristas de condicionamento, introduz em Alex o mal-estar físico ligado a qualquer comportamento violento.

2. Como na caixa de Skinner, Alex vincula o seu sofrimento físico a atos de violência introduzidos através de vídeos que ele assistiu exaustivamente, sem ao menos poder fechar os olhos. Esse tipo de condicionamento – ou técnica behaviorista –, relacionando um efeito (seu mal-estar) a uma causa (violência), se faz presente através da teoria comportamental. Seu comportamento é moldado de acordo com os propósitos de outrem.


(Autor do texto: Raquel Vieira de Oliveira)

[Cinema] Curiosidades sobre o filme "Psicose"


Pesquisei algumas curiosidades do "Psicose" (título original: Psycho), filme norte-americano de 1960, dos gêneros suspense e terror, dirigido por Alfred Hitchcock. Com 109 minutos de duração, conta a história de uma secretária chamada Marion Crane (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins) que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.


Possíveis escaladas
Várias atrizes estiveram cotadas para o papel de Marion Crane: Eva Marie Saint, Piper Laurie, Martha Hyer, Hope Lange e Lana Turner.

Baseado no livro
Alfred Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, por apenas US$ 9 mil. Logo após distribuiu várias cópias do livro, mantendo sempre segredo sobre o final da história.

Reaproveitando atores
Para economizar nos custos de produção, Hitchcock resolveu por utilizar em Psicose boa parte do elenco de sua série exibida na TV americana.

Sucesso comercial
Psicose custou apenas US$ 800 mil e faturou mais de US$ 40 milhões nas bilheterias.

Efeito de sonoplastia
O som ouvido do facão sendo fincado no corpo de Marion é, na verdade, o som de um facão encravando em um melão.

Sequências
Seguido por Psicose 2 (1983), Psicose 3 (1986) e Psicose 4 - A Revelação (1990). Apenas o primeiro filme foi dirigido por Alfred Hitchcock.

Foi refilmado em 1998 por Gus Van Sant, tendo também recebido o nome Psicose.

Prêmios
OSCAR - Indicações:
Melhor Diretor - Alfred Hitchcock
Melhor Atriz Coadjuvante - Janet Leigh
Melhor Fotografia
Melhor Direção de Arte - Preto e branco
GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Atriz Coadjuvante - Janet Leigh

Cena do chuveiro
Uma modelo nua foi utilizada por Hitchcock em algumas das cenas do chuveiro, na intenção de criar realismo. Para os padrões dos anos 60, nudez e violência eram motivo de censura, o que obrigou o diretor a recorrer a truques de montagem para passar a mensagem. Apesar de a sequência ter apenas 45 segundos de duração, as filmagens levaram uma semana para serem finalizadas. O resto do filme inteiro levou apenas seis. Mas este é apenas um dos fatos curiosos acerca do assassinato de Marion.

A água no vaso sanitário
Todo o esforço de Hitchcock na filmagem do assassinato foi compensado. O que o diretor não esperava é que os censores fossem criar caso por causa da cena anterior, em que Marion joga um bilhete no vaso sanitário e puxa a descarga. O close-up da água girando cano abaixo foi o primeiro do gênero no cinema americano, mas só foi exibido após muita discussão.

O sangue e jogo de contrastes em P&B
Psicose foi filmado em preto e branco por opção do próprio Alfred Hitchcock, que considerava que a cores o filme ficaria "ensanguentado" demais. Ao invés de usar o habitual sangue cenográfico, Hitchcock usou cobertura de sorvete de chocolate.

A vida imita a arte
Em uma mórbida coincidência, a dublê de corpo de Janet Leigh que fez cerca de metade da cena do chuveiro, Myra Jones foi assassinada por esfaqueamento 28 anos depois de filmar Psicose. O assassino era um doente mental que tinha como alvo mulheres mais velhas.

Trauma de banhos
Após o lançamento do filme, Hitchcock tornou pública uma carta irada de um homem cuja filha se recusara a tomar banhos de banheira após assistir ao filme Les Diaboliques (no qual o personagem se afoga em uma banheira) e que após ver Psicose se recusava também a usar o chuveiro. O diretor não teve dúvidas e disse que o homem deveria mandar a menina para lavagem a seco.

Os oftalmologistas
O impressionante zoom no olho aberto de Marion ao final da cena não agradou os oftalmologistas. Os médicos informaram Hitchcock que, após a morte, as pupilas humanas dilatam, o que não ocorreu na cena de Psicose. Para alegria dos perfeccionistas, todos os filmes de Hitchcock pós-Psicose que retrataram mortos de olhos abertos mostras pupilas devidamente dilatadas por colírios especiais.



Filme "Hitchcock" (2012)
Baseado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", este filme revela os bastidores do clássico Psicose (1960). Na época, mesmo estando no auge de sua carreira, Hitchcock não conseguiu apoio para realizar a obra, porque os estúdios não queriam investir em um pequeno filme de terror. O resultado foi uma produção independente, de baixo orçamento, que encontrou grandes dificuldades para driblar a censura e para ser distribuída nos Estados Unidos, em função das cenas de violência e nudez. Além disso, diversos obstáculos surgiram durante as filmagens, como as brigas constantes entre Hitchcock e sua esposa, Alma (Helen Mirren), os problemas de saúde do diretor e seus desentendimentos com o elenco. Contrariando todas as expectativas, "Psicose" se tornou uma referência no cinema mundial, e um dos maiores sucessos na carreira do cineasta.



segunda-feira, 8 de abril de 2013

[Curiosidade] Lâmpada acesa há quase 114 anos



Uma lâmpada em uma central de bombeiros na Califórnia está acesa há quase 114 anos e ninguém sabe como ou por que ela ainda não parou de funcionar.

A lâmpada foi acesa em 1901 na cidade de Livermore, norte da Califórnia e foi apagada apenas por alguns cortes de energia e a mudança de prédio dos bombeiros em 1976.

A lâmpada famosa e misteriosa tem até um comitê formado em seu centenário. O presidente é o chefe de divisão dos bombeiros aposentado, Lynn Owens. 'Ninguém sabe como é possível uma lâmpada funcionar por tanto tempo', disse Owens.

Ele acrescenta que a corrente baixa que alimenta a lâmpada de 60 watts pode ter prolongado sua vida, mas ninguém descobriu porque ela continua brilhando. E Owens afirma que cientistas de todos os Estados Unidos já foram ver a lâmpada. A lâmpada entrou para o livro Guinness World Record e já virou atração turística de Livermore.

"A lâmpada foi criada por um inventor chamado Adolphe Chaillet, que foi convidado pelo governo do Estado de Ohio para fundar uma fábrica de lâmpadas no século dezenove. Ele aceitou o convite e criou uma lâmpada especial", um presente para os bombeiros, afirmou Steve Bunn, que faz parte do comitê do centenário.

Bunn disse que, no começo pensou que a lâmpada centenária era um objeto comum, mas depois descobriu que ela custou muito mais do que as outras e sua fabricação, à mão, deu muito mais trabalho.

E a lâmpada famosa já demonstra isto na aparência de seus filamentos. "A primeira coisa que fiz quando olhei para cima foi notar que o filamento escrevia a palavra 'no' (não, em inglês). Mas, então, olhei de outro jeito e vi que de fato ela dizia 'on', (ligada em inglês)", conta Steve Bunn. Os 110 anos da lâmpada dos bombeiros de Livermore são comemorados em junho.

(Fonte: Globo.com)


A lâmpada centenária possui uma webcam ligada 24 horas, filmando seu funcionamento (assista aqui). Por incrível que pareça, 2 webcams já quebraram, enquanto o incrível objeto continua intacto.

[História da computação] Máquina diferencial de Babbage


A máquina diferencial foi um invento de Charles Babbage, para cálculos com polinômios.

Em meados do século XIX, em plena segunda fase da Revolução Industrial, estavam em progresso muitas tentativas de automação de processos, com destaque para aqueles envolvendo cálculos para a composição de tabelas trigonométricas e de logaritmos quer para o emprego na navegação, na pesquisa científica ou na engenharia.

Algumas pessoas tentavam conceber máquinas que executassem este tipo de cálculo, tendo sido construídos vários modelos. A máquina mais avançada, entretanto, jamais entrou em produção: a chamada máquina diferencial de Babbage.

Um modelo foi apresentado por Babbage, na Inglaterra, em 1822, capaz de resolver equações polinômicas através de diferenças entre números, e assim, de efetuar os cálculos necessários para construir tabelas de logaritmos.

A máquina tinha a capacidade de receber dados, processá-los, armazená-los e exibi-los. Graças a ela Babbage ficou conhecido como o pai do computador e conseguiu apoio governamental para criar um modelo mais complexo, o "Engenho Analítico".

Devido a problemas de engenharia e a conflitos pessoais e políticos de Babbage, o projeto do Engenho Analítico jamais foi concluído.

Em 1991, o Science Museum em Londres construiu a máquina diferencial de Babbage n° 2 para uma exposição sobre a história da computação.

Quais os benefícios que a máquina diferencial trouxe?

- Foi a primeira tentativa de se construir uma máquina de computação que fosse automática e adaptável;
- Diminuíram-se os erros nas leituras dos resultados, pois ela imprimia-os em cartões perfurados;
- Foi um dos pontos de partida para a indústria de máquinas.



terça-feira, 2 de abril de 2013

[Curiosidade] O sinal “WOW!”

Não é segredo para ninguém que diversos cientistas se dedicam a tentar contato com outras civilizações em outros planetas, mesmo que estejam há muitos anos-luz de distância. Para isso usam poderosos radiotelescópios, que tentam detectar algum sinal "não natural" vindo de algum ponto do espaço. É uma busca ingrata e demorada, que até hoje não apresentou nenhuma prova da existência de inteligência extraterrestre. No entanto, em 1977, um misterioso sinal foi recebido aqui na Terra e é considerado até hoje o único sinal que possa ter sido emitido por uma civilização distante.

Era 15 de agosto de 1977 e como fazia todas as noites, o radio-astrônomo Jerry Ehman analisava os dados captados pelo radiotelescópio Big Ear, ou "Orelhão", da Universidade de Ohio.

Como de costume, a maioria dos sinais captados já eram bem conhecidos do pesquisador e não passavam de emissões provenientes de galáxias e satélites. De repente, um fraco sinal diferente dos demais começou a aumentar gradualmente de intensidade até atingir o pico, decaindo e desaparecendo em seguida. O tempo total de detecção foi de exatos 72 segundos e sua intensidade era tão grande que ultrapassou o limite da escala preparada para as observações.

Pego de surpresa e sem muito tempo para analisar cientificamente o fato, Ehman escreveu ao lado dos códigos que representavam os sinais, na folha impressa pelo computador, a intensidade do evento que acabara de presenciar: “WOW !”

Analisando a posição da antena, conclui-se que as ondas eletromagnéticas detectadas eram provenientes da constelação de Sagitário e tinha a freqüência de 1420,4556 MHz, correspondente à famosa linha de 21 cm do hidrogênio, também chamada de “janela da água” em radioastronomia.

A estrela mais próxima que existe naquela direção está a pelo menos 220 anos-luz de distância. Desse modo, se o sinal partiu mesmo daquela região, foi um evento astronômico de gigantesca potência e que até hoje não foi identificado pelos cientistas.


Sinal Diferente

No entanto, o que mais intrigou os pesquisadores e tornou o sinal "wow" particularmente interessante, foi o modo como cresceu e diminui de intensidade durante os 72 segundos de duração. Por que?

O radiotelescópio Big Ear não é giratório e sim fixo no solo. Seu movimento de varredura é dado pela própria rotação da Terra e capta os sinais provenientes do espaço através de um feixe de recepção bastante estreito apontado para o infinito. Como em todas as antenas parabólicas ou direcionais, a sensibilidade é maior na região central do feixe, diminuindo nas laterais. Assim, sempre que uma fonte de rádio vinda do espaço cruzava o radiotelescópio, essa aumentava de intensidade quando a rotação da Terra trazia o sinal para o centro do feixe e diminuía logo em seguida.

No caso do Big Ear, a largura desse feixe de recepção era extremamente estreita, com 8 minutos de arco e qualquer sinal que viesse do espaço levava sempre 72 segundos para atravessar o feixe. E foi exatamente isso o que ocorreu naquela noite.


Descartando hipóteses

Se o radiotelescópio tivesse sido alvo de algum sinal da Terra a intensidade iria crescer quase que imediatamente e diminuir também de forma abrupta. Por outro lado, se o sinal fosse proveniente de algum satélite terrestre também não apresentaria o intervalo de detecção de exatos 72 segundos.

Alguns poderiam supor que algum engraçadinho quisesse enganar os pesquisadores, simulando uma transmissão clandestina na faixa da linha do hidrogênio, mas dadas as características do sinal essa hipótese também foi descartada. Como explicado, a antena do radiotelescópio é fixa e possui o feixe de recepção extremamente estreito. Para se ter uma idéia, são necessários quase 6 minutos de varredura para cobrir uma região do céu de tamanho angular igual à Lua. Em outras palavras, o engraçadinho teria que ir ao espaço, permanecer imobilizado, ligar seu transmissor e esperar a Terra posicionar a antena do radiotelescópio à sua frente.

Para ser considerado como vindo de um ponto fixo no espaço, o sinal deveria crescer, atingir intensidade máxima e decair conforme a rotação da Terra movimentasse a antena. Além disso, deveria estar na freqüência da linha do hidrogênio, sugerida para tentar contatos extraterrestres. O sinal "WOW" cumpriu todos esses requisitos, caracterizando-o como uma verdadeira emissão vinda de uma fonte fixa do céu, mas de origem desconhecida.

Naquela ocasião, o próprio observatório levantou a hipótese de que o sinal poderia ser o reflexo de uma transmissão terrestre, rebatida em algum satélite geoestacionário, mas nenhum satélite encontrava-se naquela posição do céu no momento do evento.

Pelas razões apresentadas o sinal "Wow" é um forte candidato SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) já que ao que tudo indica, veio de fato do céu e não foi causado por interferência humana.


Dois feixes - Um Sinal

No entanto, um pequeno detalhe pode afetar o otimismo dos pesquisadores.

O radiotelescópio da Universidade de Ohio utilizava dois feixes para fazer a varredura, ambos situados lado a lado. Qualquer fonte de sinais que viesse do espaço seria captado no primeiro feixe por exatos 72 segundos e 3 minutos depois também seria detectada pelo segundo feixe por 72 segundos, mas isso não aconteceu.

Desde então, diversas experiências foram feitas em diversos comprimentos de ondas, sempre focadas na mesma direção do céu. Receptores mais sensíveis foram utilizados e diversos intervalos de tempo foram escolhidos na tentativa de se captar algum sinal periódico, mas desde 1977 nenhum sinal que chamasse a atenção foi detectado. Até agora, mais de 30 anos depois, não se chegou a uma explicação lógica sobre a origem do famoso sinal WOW.


Por que o Hidrogênio

Todos sabem que o hidrogênio é o elemento mais abundante do Universo. Sua freqüência natural de emissão é 1420,4556 MHz, também chamada de linha de 21 cm ou “janela da água”. Por ser o elemento em maior quantidade no universo, acredita-se que essa também seja a freqüência mais óbvia para se tentar algum contato com outras civilizações, tanto para transmissão como para recepção de sinais. Em 1977 o sinal WOW foi detectado exatamente nessa frequência.


Fonte:

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