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25/03/2022

[Curiosidades] Pessoas, animais e mundo



Jeanne Calment, que faleceu com 122 anos, é a pessoa mais velha de sempre para a qual existem dados que confirmem a idade. 

 



O isqueiro foi inventado antes que os palitos de fósforo.



 

A maior palavra da língua portuguesa é Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, com 46 letras. 





A barata pode viver até nove dias sem a cabeça.






Os gatos não são capazes de identificar sabores doces por falta de receptores desse tipo em sua língua.





Na Antártica já foram registradas temperaturas inferiores a -89° Celsius.

 




O gambá pode se induzir ao estado de coma quando se sente ameaçado.



 

A expressão "lágrimas de crocodilo" vem do fato de os crocodilos lacrimejarem quando comem as presas.





A palavra Abracadabra é considerada a expressão mais pronunciada universalmente sem tradução em diversos idiomas.





A mais jovem mãe do mundo foi Lina Medina, uma peruana que teve um filho aos quatro anos de idade.


 



A cadeira elétrica foi inventada por um dentista.
 





O símbolo químico do Mercúrio - Hg vem do latim "hydrargyrum", que significa prata líquida.





O frango Mike viveu um ano e meio decapitado.


06/01/2014

[...] Questionável

Tudo é questionável desde o momento em que abrimos os olhos de manhã... Que horas são?

O dia passa junto com a vida: o tempo também é questionável pois nunca sabemos como controlá-lo.

Iniciamos os estudos fazendo perguntas e encerramos nossa vida acadêmica questionando ainda mais ou ainda menos, porém com muito mais intensidade.

Tudo é questionável... Do nascimento até a morte. A última é ainda mais questionável que a primeira, já que queremos, na maioria das vezes, saber "para onde vamos?" do que "de onde viemos?".

Aonde? Onde? Quem? Quando? Por que? Como? Tudo é questionável, até os sentidos dessas palavras...

30/04/2012

[Poema] Do Medo


(1)


Não pode o poema 
circunscrever o medo, 
dar-lhe o rosto glorioso 
de uma fábula 
ou crer intensamente na sua aura. 
Nós permanecemos, quando 
escurece à nossa volta o frio 
do esquecimento 
e dura o vento e uma nuvem leve 
a separar-se das brumas 
nos começa a noite. 


Não pode o poema 
quase nada. A alguns inspira 
uma discreta repugnância. 
Outras vezes inclinamo-nos, reverentes, ante os epitáfios 
ou demoramo-nos a escutar as grandes chuvas 
sobre a terra. 
Quem reconhece a poesia, esse frio 
intermitente, essa 
persistência através da corrupção? 
Quase sempre a angústia 
instaura a luz por dentro das palavras 
e lhes rouba os sentidos. 
Quase sempre é o medo 
que nos conduz à poesia. 


(2) 


Voltando ao medo: as asas 
prendem mais do que libertam; 
os pássaros percorrem necessariamente 
os mesmos caminhos no espaço, 
sem possibilidades de variação 
que não estejam certas com esse mesmo voo 
que sempre descrevem. 
Voltando ao medo: o poema 


desenha uma elipse em redor da tua voz 
e cerca-se de angústia 
e ervas bravias — nada mais 
pode fazer. 


(Luis Filipe Castro Mendes, em "A Ilha dos Mortos")

12/04/2012

[Poema] O lapso talvez relapso


Pintura de Vincent van Gogh (1853-1890)
Tentei mastigar a pedra e o espinho:
Maldito corpo, mal adaptado.
É triste o coração dilacerado,
Sentimentos extirpados no caminho,
Por um antro abiótico e equivocado.


Comprometendo o pulsar amiúde,
Desgastando qualquer ritmo normal,
Martirizando o complexo da saúde
E gerando a retórica marginal.



Achaques evitados anteriormente,
Sugam plasmas de sangue da noss'alma,
São empurrados ao abismo da mente,
Ultrajando a brevidade da calma.


Muitas classes de palavras insólitas,
São pronunciadas randomicamente.
Aquelas ações com ofensas sólidas,
Afetam-nos empiricamente


Não a temo, amarga irmã morte!
Porque está contido em ti,
Todo aquele nosso frágil aporte.


(Luis Valério Prandel)

14/02/2012

[Poema] Caminho além do caminho


O caos fundiu aquele olhar,
Palpitando emoções.
A voz insistiu a clamar,
Nos vãos dos corações.

Passado profundo...

Emancipando mente travada,
Protesto garantido,
De uma mente enclausurada,
E um só indefinido.

Presente oriundo...

Assim a irmã da minha loucura
É minh'alma abatida.
A mãe de toda minha ternura,
Aqui fortalecida.

Futuro rotundo...

Aspergiremos palavras sem nexo, 
Aos olhos da razão.
Irá além do prazer perplexo,
Parte do corpo são.

(Luis Valério Prandel)

15/01/2012

[Poema] "L-ou-cura"


palavras mordendo
as almas caídas
em becos vivendo
autor iludido
a um corpo físico
vai engrandecendo
temor que é tísico
aqui foi tecendo
entranhas ao vento
loucura tangendo
liberando dores
e do mal sofrendo
amargos sabores
língua adoecendo
lágrimas e sangue
e pêlos crescendo
da pele restante
insetos vivendo
paredes são tortas
vão alvorecendo
naturezas mortas
estão comprazendo
humores inatos
vão enlouquecendo
desejos e atos
ali parecendo
no branco escuro
estão convertendo
acima do muro
a vida tecendo
poeira ao vento
os dentes rangendo
talvez sofrimento 

(Luis Valério Prandel)

27/05/2010

[Língua Portuguesa] Palavras que assumiram outros significados através do tempo

Procurando num bom dicionário o significado da palavra "formidável", o primeiro significado que se encontra é "pavoroso, diabólico, horrendo, assustador". E não faltam exemplos clássicos. Mas essa palavra passou a significar algo como "maravilhoso, excelente, fantástico".

Outra desse tipo é "bárbaro". Os gregos e os romanos denominavam bárbaros todos os estrangeiros. Bárbaro também é um indivíduo dos bárbaros, povo do Norte da Europa, que, por sinal, invadiu parte do Império Romano. A palavra também assumiu o significado de "rude, sem civilização, inculto, selvagem". No Brasil, essa palavra possui ainda o sentido de "muito bom, excelente". Muita gente de mais de 40 anos continua usando essa palavra com esse sentido muito comum na época da Jovem Guarda.

Uma surpreendente é "sofisticado". Usada largamente com o sentido de "chique, muito chique, de extremo bom gosto, de alto nível", essa palavra aparece nos dicionários como derivada de "sofisticar", sinônimo de "sofismar", ou seja, "falsificar, adulterar, deturpar". E um sofisma nada mais é do que "argumento falso formulado de propósito para induzir alguém a erro".

Vejam também "relevar": "Relevar um fato" pode ser "destacá-lo", dar-lhe importância, salientá-lo, ou "deixá-lo de lado, ignorá-lo, atenuar sua importância". A palavra simplesmente tem sentidos quase opostos. E mais um que quase passa despercebido: "tornar a levar, levar de novo".

E "percalço" que significa "problema, obstáculo, dificuldade", como é mais usada hoje. Mas também pode significar "lucro, vantagem, provento, rendimento, proveito".

Outro exemplo primoroso é "sanção". Essa palavra pode significar "aprovação" (a sanção que o presidente dá a uma lei, por exemplo). Mas também pode significar "castigo, punição" (as sanções impostas aos que desrespeitam o código de trânsito, por exemplo).


(Fonte: www.nlnp.net)

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