Frase do dia

Mostrando postagens com marcador árvore. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador árvore. Mostrar todas as postagens

09/01/2012

[Música / Vídeo] As Árvores

As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.

(Arnaldo Antunes / Jorge Ben Jor)

12/02/2011

[Poema] A música das almas

Na manhã infinita as nuvens surgiram como a loucura numa alma

E o vento como o instinto desceu os braços das árvores que estrangularam
a terra...

Depois veio a claridade, o grande céu, a paz dos campos...


Mas nos caminhos todos choravam com os rostos levados para o alto


Porque a vida tinha misteriosamente passado na tormenta.



Vinícius de Moraes

02/01/2011

[...] Floresta "eu"

Caminho em meio a uma floresta nomeada "eu". Vago por entre as árvores, busco um caminho menos tortuoso. Encontro (ou não) repouso...

O sol brilha forte e seca apenas as plantas isentas da umidade de um rio que passa por ali, ora com águas claras ora com águas escuras, dependendo da estação.

A tempestade chega e modifica a textura do solo, das pedras e das plantas. Raios atingem árvores, danificando-as temporariamente ou para sempre. Meus passos tornam-se mais rápidos e minha respiração ofegante, pois os abrigos seguros tornam-se escassos. A tempestade cessa e vem a calmaria.

O sol se põe, uma brisa leve movimenta lentamente algumas folhas. Ouço um relâmpago em um local muito distante. O medo desaparece junto com a preocupação.

Os perigos são inevitáveis quando surge a noite. Não há lua nem estrelas para clarear o céu. As malditas feras trazem consigo a insegurança. A morte poderia vir a qualquer momento.

A noite termina e a claridade consome com a minha amargura o dia é torna-se normal e rotineiro.

De repente, árvores surgem e outras desaparecem a minha frente, interajo com criaturas metafísicas e o sol muda de cor (cor desconhecida). Tudo muda de textura: solo, pedras e plantas (texturas desconhecidas). O rio inverte seu curso.

E por momento o tempo para e não consigo diferenciar o dia da noite, a manhã da tarde e a tempestade da calmaria. Passado, presente e futuro se encontram. Cores e texturas desaparecem por completo e o rio congela.

Depois de tudo isso, vejo algo inacreditável e espetacular: tudo volta ao normal, isto é, volto a caminhar em meio a floresta como se nada tivesse acontecido. Na verdade, nada aconteceu ou tudo deixou de acontecer. Chego ao final!

(Luis Valério Prandel)

Ver também