Frase do dia

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14/09/2012

[Música/Vídeo] Eu Não Consigo Ser Alegre O Tempo Inteiro

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais
E ninguém mais, e ninguém mais

Eu sempre tento e não consigo
Então as vezes quando a noite chega
Eu fico só comigo mesmo
E só me resta a saudade como companhia
Como companhia

Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais
E ninguém mais, e ninguém mais

Você diz que não me quer mais
E que agora eu sou seu grande amigo
Você me quer só a metade
Mas pra mim você está em toda a parte
Em toda a parte

Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo

Eu vo fazer o iê-iê-iê
Eu vo fazer o iê-iê-iê
Eu sou o rei do iê-iê-iê

(Wander Wildner)



14/04/2012

[Poema] Ai de quem ama


Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida


Amar é triste
O que é que existe?
O amor


Ama, canta
Sofre tanta
Tanta saudade
Do seu carinho
Quanta saudade


Amar sozinho
Ai de quem ama
Vive dizendo
Adeus, adeus


(Vinícius de Moraes)

15/01/2012

[Poema] Sonhador


Por sóis, por belos sóis alvissareiros, 
Nos troféus do teu Sonho irás cantando, 
As púrpuras romanas arrastando, 
Engrinaldado de imortais loureiros. 
       
Nobre guerreiro audaz entre os guerreiros, 
Das Idéias as lanças sopesando, 
Verás, a pouco e pouco, desfilando 
Todos os teus desejos condoreiros... 
    
Imaculado, sobre o lodo imundo, 
Há de subir, com as vivas castidades, 
Das tuas glórias o clarão profundo. 
      
Há de subir, além de eternidades, 
Diante do torvo crocitar do mundo, 
Para o branco Sacrário das Saudades! 


(Cruz e Sousa)

12/01/2012

[Poema] Dormes...


Dormes... Mas que sussurro a umedecida
Terra desperta?  Que rumor enleva
As estrelas, que no alto a Noite leva
Presas, luzindo, à túnica estendida?


São meus versos!  Palpita a minha vida
Neles, falenas que a saudade eleva
De meu seio, e que vão, rompendo a treva,
Encher teus sonhos, pomba adormecida!




Dormes, com os seios nus, no travesseiro
Solto o cabelo negro... e ei-los, correndo,
Doudejantes, sutis, teu corpo inteiro


Beijam-te a boca tépida e macia,
Sobem, descem, teu hálito sorvendo
Por que surge tão cedo a luz do dia?!


(Olavo Bilac)

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