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30/09/2013

[...] Comprar ou não comprar?

Você já parou pra pensar quantas coisas você acaba comprando e não utiliza, ou utiliza em um pequeno intervalo de tempo?...

Muitas pessoas sentem-se atraídas por anúncios de produtos e após adquirir tal produto, o encosta num canto da casa e nunca mais usa. Você já fez isso alguma vez na vida?


Eu confesso que já comprei tantas coisas só para dizer aos outros que tenho ou por simples atração pela publicidade de tal produto.


Veja aqui alguns exemplos de compras compulsivas:

- Comprar roupas e calçados, usá-los uma vez e deixá-los mofando no guarda-roupa ou armário;


- Comprar equipamentos eletrônicos de última moda e substituí-los logo que surgir versões mais modernas;

- Comprar alimentos, atraentes ao nosso paladar, "matar a vontade" e deixar o restante perecendo;

- Comprar livros que você nem acaba lendo;

- Comprar cosméticos e nunca usá-los;

Comprar, comprar e comprar... Tudo é comprável, menos a nossa liberdade em optar em não comprar!


02/10/2012

[Filosofia / Psicologia] Liberdade de poder-ser do humano



Desde que nasce o ser é livre e responsável por seu destino. Diante de diversas possibilidades que vêem ao humano, a cada humano somente uma possibilidade realiza o seu ser. O que torna cada ser-humano insubstituível é justamente o fato de que a vida apresenta-se como sendo irrepetível e que há um caráter único na existência de cada ser. O existir humano corresponde a poder-ser, a um ser livre e responsável e à realização de um destino, este não apenas pode ser comparado a um chão sobre o qual o ser pisa, mas um meio de alcançar a liberdade diante da existência.

Em termos de comunidade ou de agrupamentos de massa. O que se deve ter em mente é que não se vive sem um grupo em que se possa amparar, pois a constituição da existência humana depende daquilo que se estabelece em termos coletivos. Mas há muitos momentos em que estar aderido completamente a uma massa de sujeitos faz com que o ser se esqueça de sua responsabilidade diante de sua liberdade. Como ser moral, o humano entre em embate com algo que lhe é determinado, no caso o que a massa determina. A liberdade se realiza mediante um destino que é único e irrepetível para cada humano, não quer dizer que os seres-humanos são superiores, os únicos, melhores e maiores, mas que cada um realiza seu de destino como algo que lhe é único. O passado já foi consumado, mas o sujeito pode reformular sua vida buscando dar sentido ao que já ocorreu ou cair na fatalidade. 

Mesmo diante da finitude, do fim de toda e qualquer existência e da proximidade da dita hora “H”, cada sujeito pode encontrar um sentido para seu existir e viver. Como é dito, a morte é o que atribui sentido à existência de cada indivíduo. As pessoas fogem de um caminho a que todos estão sujeitos, se rebela, entra em conflito e não aceitam o fim e a sua chegada, mas esquecem que sua vida é única e que cada momento da vida, cada sentido e cada existir não se repetem. O ser é ser-responsável, pois justamente estar diante da liberdade. Não há uma continuidade de sentido com a herança genética, pois o sentido é de cada pessoa, de cada situação e de cada momento. O sentido que um sujeito encontra ao cumprir determinado destino lhe único, insubstituível e termina com a morte desse mesmo sentido. Não se pode dizer que haja uma continuidade de sentido, pois aquilo que um descendente realiza um destino que lhe é próprio e não é o mesmo do antecessor de cada pessoa. Há uma crença de que o destino escapa à compreensão e ao domínio do homem. Na verdade, não há liberdade sem destino e destino sem liberdade. Os dois estão muito próximos, estando interligados.

(Viktor Frankl)

11/02/2012

[...] Nós*

Nós humanos... Seres simples diante de um todo e ao mesmo tempo complexos diante de uma parte da própria consciência. Estamos mergulhados em um fluído denso de informações as quais nos causam prazer ou dor. O que é nossa vida senão um aglomerado de causas e efeitos, atos potências ao longo do tempo? Os vazios da alma podem ser preenchidos provisoriamente por fluídos denominados "sonhos" que são agentes causadores de potencialidades. Se tudo isso gerar prazer em nossa vida e a consciência acordar, a alma torna-se livre para que esses sonhos sejam convertidos em atos de amor totalmente efetivos. Nós: conjunto de seres que podem afetar positivamente (ou não) a simplicidade e a complexidade humana!

(Luis Valério Prandel)        
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* A palavra "nós" pode ser interpretada em duplo sentido: tanto como pronome pessoal da primeira pessoa do plural ou como o plural de laço, neste caso, de  pessoas que são interligadas de certa maneira, formando as redes sociais.

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