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28/06/2021

[Curiosidade] Os 15 materiais mais caros do mundo

Tendo como base de pesquisa diversos sites, notícias e postagens, de maneira geral, podemos citar um ranking de quinze materiais e seus respectivos valores estimados por grama (g) que são os mais caros do mundo. Os altíssimos valores agregados impostos nesses materiais nos surpreendem por serem extremamente raros na natureza ou possuírem um processo de produção muito complicado.



15º lugar - OURO (R$ 95/g)


O ouro (do latim aurum, "brilhante") é um elemento químico (símbolo Au) de número atômico 79 e de massa atômica 197 u. Na natureza, o ouro é produzido a partir da colisão de duas estrelas de nêutrons.
O ouro é utilizado de forma generalizada em joalharia, indústria e eletrônica, bem como reserva de valor.



14º lugar - RÓDIO (R$ 99/g)


O ródio é um elemento químico de símbolo Rh de número atômico 45 e de massa atómica igual a 102,9 u. À temperatura ambiente, o ródio encontra-se no estado sólido.
É metal de difícil extração e sua principal aplicação é como agente ligante para endurecer platina e paládio. Estas ligas são usadas em bobinas de fornos, buchas para a fabricação da fibra de vidro, componentes de termopares para elevadas temperaturas, eletrodos de ignição (velas) para aeronaves e cadinhos para laboratório.



13º lugar - PLATINA (R$ 102/grama)


Seu nome deriva vem do termo espanhol platina, do qual sua tradução literal é "pequena prata". 
Ele é um elemento químico escasso, do qual se encontra em média na litosfera aproximadamente 5 μg/kg. Por causa da sua escassez na crosta da Terra, do qual é produzido somente alguns milhões de toneladas, ele é considerado o metal mais caro e precioso do mundo.
A platina é utilizada nos conversores catalíticos, nos equipamentos de laboratório, nos contatos elétricos e nos eletrodos, nas termorresistências, nos equipamentos ondontológicos e na indústria de joias.




12º lugar - METANFETAMINA (R$ 170/g)


É uma droga sintética (ilícita), ou seja, uma substância psicoativa de ação estimulante do sistema nervoso central. Entre os usuários, a metanfetamina é conhecida como Ice, Tina, Meth, cocaína de pobre, Speed ou cristal. O uso terapêutico de medicamento a base de metanfetamina (Pervitin) foi banido em vários países, inclusive no Brasil, devido ao uso inadequado (recreativo) e abusivo. Como o nome sugere, a metanfetamina tem efeitos parecidos aos das anfetaminas, no entanto seus efeitos são muito mais potentes, assemelhando-se aos da cocaína.



11º lugar - CHIFRE DE RINOCERONTE (R$ 187/g)


A caça ilegal de rinocerontes disparou impulsionada pelo valor dos chifres destes animais, que alcançam preços tão elevados quanto o do ouro no mercado negro asiático, comprometendo o trabalho realizado há décadas para reconstituir a população selvagem destes imensos herbívoros.



10º lugar - HEROÍNA (R$ 220/g)


Heroína, cujo nome científico é diacetilmorfina, é uma droga opióide semissintética obtida a partir de plantas da espécie Papaver somniferum, da qual é extraído o ópio. Durante o processamento do ópio origina-se a morfina que então é transformada em heroína. Trata-se de um entorpecente, muitas vezes obtido em laboratórios clandestinos, que provoca diminuição da atividade do SNC ou seja é uma substância depressora.


9º lugar - COCAÍNA (R$ 365/g)


Cocaína, benzoilmetilecgonina ou éster do ácido benzoico é um alcaloide usado como droga, derivada do arbusto Erythroxylum coca, com efeitos anestésicos e cujo uso contínuo, pode causar outros efeitos indesejados como dependência, hipertensão arterial e distúrbios psiquiátricos. A produção da droga é realizada através de extração, utilizando como solventes álcalis, ácido sulfúrico, querosene e outros.


8º lugar - LSD (R$ 5.000/g)


Dentre os alucinógenos disponíveis atualmente, podemos destacar o LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico), uma substância sintética semelhante às presentes em um fungo denominado Claviceps pupurea.
O uso normalmente é feito pela via oral, colocando-se uma pequena gota do líquido embaixo da língua. Estima-se que se uma pessoa utilizar uma dose de 50 microgramas, o efeito pode durar até 12 horas.



7º lugar - PLUTÔNIO (R$ 6.800/g)


Plutônio-238 é um isótopo radioativo do Plutônio com uma meia-vida de 87,7 anos. Pela sua capacidade de ser um grande emissor de partículas alfa e não liberar radiações mais penetrantes (beta e gama, que por sua vez são problemáticas), ele é usado em geradores termoelétricos de radioisótopos e unidades de aquecimento de radioisótopos. Um grama de plutônio-238 gera 0,5 watts e um quilo gera 567 watts de potência.


6º lugar - PAINITA (R$ 15.000/g)


A Painita é um mineral, conhecido por ser um dos minerais mais raros do mundo. Sua fórmula química contém cálcio, zircônio, boro, alumínio e oxigênio (CaZrBAl9O18), além de vestígios de cromo e vanádio. 
Até 2005, existiam menos de 25 cristais de painita, porém recentemente foram encontrados mais exemplares na região de Myanmar. Painita é nos dias atuais a gema mais rara do mundo, foram encontrados vestígios de composição parecida em meteoros.



5º lugar - TAAFFEITE (R$ 34.000/g)


A pedra rara foi descoberta pelo gemólogo irlandês Richard Taaffe em 1945. Além de difícil de encontrar ela também se tornou valiosa pela coloração que pode variar entre o roxo, lilás e vermelho. Para se ter uma ideia, de acordo com especialistas, a taaffeite possui um grau de dificuldade de localização que supera e muito os diamantes. 


4º lugar - TRÍTIO (R$ 51.000/g)


O trítio é um dos três isótopos de hidrogênio (3H) sendo o mais pesado dentre os três, menos abundante, radioativo, emitindo radiação do tipo beta. O trítio é composto por dois neutrons e um próton. Não sendo encontrado em superfície terrestre naturalmente, pode ser encontrado ao redor do sol e no espaço exterior resultado do bombardeio de matéria interestelar por raios cósmicos.
Sua produção em nosso planeta pode se dá artificialmente através do bombardeio de deutério por outros tipos de isótopos de hidrogênio e pela reação de nêutrons térmicos com lítio-6 em reatores nucleares.
Sendo vendido comercialmente em soluções, são usados para substituir o hidrogênio comum (1H) em reações, de modo a se estudar seus mecanismos de reações e também transformando as substâncias deixando-as mais pesadas e radioativas, já que a sua meia vida dura em torno de 12,3 anos.



3º lugar - DIAMANTE (R$ 93.500/g)


O diamante é um cristal sob uma forma alotrópica do carbono, de fórmula química C. É a forma termodinamicamente estável do carbono em pressões acima de 60 Kbar. Comercializados como gemas preciosas, os diamantes possuem um alto valor agregado.


2º lugar - CALIFÓRNIO (R$ 46 milhões/g)



O califórnio é um elemento metálico, sintético, sólido e de aspecto prateado. Foi descoberto em 1950 por uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (vindo daí o seu nome), bombardeando o elemento cúrio com partículas alfa. 
O califórnio-252 é um forte emissor de nêutrons, por isso, extremamente radioativo e prejudicial. Três de suas poucas aplicações são encontrar camadas de água e de óleo em poços de petróleo, fonte de radiação em radiologia e como fonte de nêutrons em reatores nucleares.




1º lugar - ANTIMATÉRIA (R$ 107 trilhões/g)


É o inverso do que é a matéria. Ela é composta de antipartículas, que possuem a mesma característica das partículas (massa e rotação), mas com carga elétrica contrária. É o caso do pósitron, também conhecido como antielétron, que tem carga positiva. Ou do antipróton, que, diferente do próton, é negativo. 
O conceito de antimatéria foi proposto pelo físico inglês Paul Dirac em 1928. Ele revisou a equação de Einstein, considerando que a massa também poderia ser negativa. Com base na teoria, a comunidade científica passou a estudar o tema mais a fundo e descobriu uma potente fonte de energia, com 100% de aproveitamento. Hoje, o grande desafio é conseguir produzi-la em grande quantidade - já que ela não é encontrada na Terra.



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Fonte
Wikipédia, InfoEscola, MegaCurioso, ApareSido, Época Negócios, Mundo Estranho, Terra notícias / Ciência, Luxo S/A. 


18/11/2010

[Física] Átomos de antimatéria são capturados pela primeira vez

Uma equipe internacional de cientistas conseguiu pela primeira capturar átomos de antihidrogênio - a antimatéria equivalente ao átomo de hidrogênio. "Esta é uma realização fenomenal. Ela vai nos permitir fazer experimentos que resultarão em alterações dramáticas na visão atual da física fundamental ou na confirmação daquilo que nós já damos por certo," afirmou Rob Thompson, membro da colaboração ALPHA, instalada no CERN, na Suíça. A corrida pela captura da antimatéria já durava 10 anos, em uma disputa entre as equipes ALPHA, que utiliza os laboratórios do CERN, e ATRAP, sediada na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A equipe ALPHA tem atualmente mais de 40 membros, de 15 universidades ao redor do mundo, incluindo os brasileiros Cláudio Lenz César, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Daniel de Miranda Silveira, atualmente no Laboratório Riken, no Japão.


Tanque de antimatéria

A quantidade de antimatéria aprisionada ainda é pequena, e não seria suficiente para alimentar os motores da nave Enterprise e nem para ameaçar o Vaticano, como no filme Anjos e Demônios. Mas é o suficiente para que os cientistas comecem a estudar aonde foi parar a antimatéria que se acredita ter sido criada no Big Bang. Foram aprisionados 38 átomos de antihidrogênio no "tanque de antimatéria" criado pelos cientistas, cada um deles ficando retido por mais de um décimo de segundo. O resultado foi obtido depois de 335 rodadas do experimento, misturando 10 milhões de antiprótons e 700 milhões de antipósitrons.


Átomos de antimatéria são capturados pela primeira vez


A antimatéria foi capturada durante 335 rodadas do experimento, misturando 10 milhões de antiprótons e 700 milhões de antipósitrons. O rendimento no aprisionamento dos átomos de antimatéria ainda é baixo - por volta de 0,005% - mas os cientistas afirmam que estão trabalhando para elevá-lo. Na verdade, o artigo que descreve a pesquisa apresenta uma série de inovações que tornaram possível a realização do experimento - a maioria das quais mereceria um artigo científico à parte. O experimento ALPHA (Antihydrogen Laser PHysics Apparatus) já havia feito história em 2006, quando os físicos conseguiram fazer uma reação química entre matéria e antimatéria, usando átomos de antihidrogênio para criar uma matéria híbrida. Os primeiros átomos de antihidrogênio de baixa energia produzidos artificialmente - constituídos por um pósitron ou elétron de antimatéria, orbitando em um núcleo de antiprótons - foram criados lá mesmo, no CERN, em 2002. Mas até agora tinha sido impossível isolá-los, e eles acabam se chocando com átomos de matéria normal, aniquilando-se em um flash de raios gama apenas alguns microssegundos depois de serem criados - algo que pode ser extremamente útil para a construção de um laser de raios gama. Em um experimento não diretamente relacionado, realizado em 2005, um grupo de físicos conseguiu criar o positrônio, um átomo exótico, feito de matéria e de antimatéria: um elétron e um pósitron (anti-elétron) ligados um ao outro, mas sem um núcleo.


Simetria de CPT

"Estamos chegando perto do ponto em que poderemos fazer algumas classes de experimentos sobre as propriedades do antihidrogênio," disse Joel Fajans, outro membro da equipe. "Inicialmente, serão experiências simples para testar a simetria CPT, mas já que ninguém foi capaz de fazer esse tipo de medição em átomos de antimatéria até hoje, será um bom começo," explica o cientista. A simetria CPT (carga-paridade-tempo) é a hipótese de que as interações físicas não se alteram se você inverter a carga de todas as partículas, mudar sua paridade - isto é, inverter suas coordenadas no espaço - e reverter o tempo. Quaisquer diferenças entre o antihidrogênio e o hidrogênio, como diferenças no espectro atômico, violariam automaticamente a CPT, derrubando o Modelo Padrão da física de partículas e suas interações, e poderia explicar por que a antimatéria praticamente não existe no Universo hoje, apesar de ambas, matéria e antimatéria, terem sido criadas em quantidades iguais no Big Bang.


Tanque de antimatéria

Para aprisionar a antimatéria, os físicos resfriaram os antiprótons e os comprimiram em uma nuvem com um tamanho equivalente à metade de um palito de dentes - 20 milímetros de comprimento e 1,4 milímetro de diâmetro). Em seguida, usando uma técnica chamada autorressonância, a nuvem de antiprótons frios e comprimidos foi superposta a uma nuvem de pósitrons de dimensões semelhantes. Os dois tipos de partículas então se juntaram para formar o antihidrogênio. Tudo isto acontece dentro de uma garrafa magnética, que prende os átomos de antihidrogênio. A armadilha magnética é um campo magnético especial, que usa um estranho e caríssimo ímã supercondutor de oito pólos - um octupólo - para criar um plasma mais estável. "Atualmente nós conseguimos manter os átomos de antihidrogênio presos por pelo menos 172 milésimos de segundo - cerca de um sexto de segundo - tempo suficiente para nos certificarmos de que os apanhamos," disse Jonathan Würtele, outro membro da equipe. De Agosto a Setembro de 2010, a equipe detectou um átomo de antihidrogênio em 38 dos 335 ciclos de injeção de antiprótons. Dado que a eficiência do detector usado é de aproximadamente 50 por cento, a equipe calculou ter capturado cerca de 80 dos vários milhões de átomos de antihidrogênio produzidos durante esses ciclos.


(Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br)

14/06/2010

[Física] Neutrino camaleão abre caminho para uma nova física

Cientistas do experimento Opera, localizado no laboratório Gran Sasso, na Itália, fizeram a primeira observação direta de uma partícula tau em um feixe de neutrinos do múon - isto significa que a partícula "oscilou", isto é, mudou de um tipo para outro.

Encontrar o tau do múon representa ter achado a peça que faltava em um quebra-cabeças que tem desafiado a ciência desde 1960.

O feixe de neutrinos foi enviado através da terra do CERN, onde está situado também o LHC, a 730 km de distância do detector.

Neutrinos

Neutrinos são partículas subatômicas com uma massa tão pequena que um deles é capaz de atravessar um cubo de chumbo sólido, com 1 ano-luz de aresta, sem se chocar com a matéria. Calcula-se que 50 trilhões de neutrinos atravessam o nosso corpo diariamente.

Existem três tipos de neutrinos*: neutrino do elétron, neutrino do múon e neutrino do tau.

- Neutrino do elétron = Neutrino eletrônico é associado ao elétron, de número eletrônico +1; neutrino do elétron, seu símbolo é: νe
- Neutrino do múon = Neutrino muônico associado ao múon-menos, e de número muônico +1, seu símbolo é νμ
- Neutrino do tau = Neutrino tauônico, associado ao tau, e de número tauônico +1, seu símbolo é ντ.


O quebra-cabeças dos neutrinos começou com uma experiência pioneira, realizada na década de 1960, que acabou rendendo o Prêmio Nobel de Física a Ray Davies.

Davies observou que os neutrinos vindos do Sol chegavam à Terra em um número muito menor do que os modelos teóricos previam: ele concluiu que, ou os modelos solares estavam errados ou algo estava acontecendo com os neutrinos em seu caminho.

Super-Kamiokande

Super-Kamiokande, ou simplesmente Super-K, é um observatório de neutrino no Japão. O observatório foi projetado para estudar os neutrinos solares e neutrinos atmosféricos, procurar por decaimento de próton e detectar neutrinos de qualquer supernova que possa existir em nossa galáxia.

Super-K está localizado a 1 km debaixo da terra em uma mina de Mozumi, propriedade da companhia Kamioka Mining and Smelting Co. na cidade de Hida (antigamente conhecida como Kamioka), Gifu , Japão. Ela consiste de 50.000 toneladas de água pura rodeada por cerca de 11.200 tubos fotomultiplicadores. A estrutura cilíndrica tem 41,4 metros e 39,3 metros de largura.

A interação de um neutrino com os elétrons com os núcleos de água pode produzir uma partícula que se move mais rápido que a velocidade da luz na água (entretanto, é claro, que essa velocidade é menor que a velocidade da luz no vácuo). Isto cria um cone de luz conhecido como radiação de Cherenkov, que é opticalmente equivalente a uma barreira de som. O padrão característico desses flashes proporciona informação sobre a direção e, no caso dos neutrinos atmosféricos, a classe de neutrino que chega.


Oscilação dos neutrinos


Uma possível solução para o enigma foi dada em 1969 por Bruno Pontecorvo e Vladimir Gribov, que sugeriram que mudanças oscilatórias, que eles chamaram de "mudanças camaleônicas", poderiam fazer com que os neutrinos transmutassem de um tipo para outro. Seria por isso que os neutrinos esperados não eram detectados em número suficiente.

Desde então, diversos experimentos observaram o desaparecimento dos neutrinos do múon, confirmando a hipótese da oscilação, mas até agora nunca havia sido observado o aparecimento de um neutrino do tau a partir de um feixe puro de neutrinos do múon.

Agora, pela primeira vez, os cientistas capturaram o neutrino camaleão conforme ele mudou de um neutrino do múon para um neutrino do tau.

"Estamos confiantes de que este primeiro evento será seguido de outros, que irão demonstrar plenamente a oscilação dos neutrinos," disse Antonio Ereditato, da colaboração Opera.

Paciência de físico

O achado é resultado de sete anos de construção do detector Opera, e mais três anos de disparos de um feixe de neutrinos, fornecido pelo CERN.

Durante esse tempo, bilhões de bilhões de neutrinos do múon foram enviados do CERN até Gran Sasso, em uma viagem que dura apenas 2,4 milissegundos.

A raridade da oscilação dos neutrinos, juntamente com o fato de que os neutrinos interagem muito fracamente com a matéria, torna este um tipo de experimento muito delicado e muito difícil de fazer.

O feixe de neutrinos do CERN foi ligado pela primeira vez em 2006, e desde então os pesquisadores do OPERA estão peneirando cuidadosamente seus dados para encontrar sinais do aparecimento de partículas de tau, um sinal de que um neutrino do múon teria oscilado em um neutrino do tau.

Paciência parece ser um pré-requisito fundamental na pesquisa da física de partículas.

Nova Física

Mas o que é mais importante é o que está por vir.

Embora feche um capítulo na compreensão da natureza dos neutrinos, a observação das oscilações dessas partículas, transmutando-se de um tipo em outro, é uma forte evidência de uma física totalmente nova.

A questão é que, na teoria que os físicos usam para explicar o comportamento das partículas fundamentais, conhecida como o Modelo Padrão, os neutrinos não têm massa.

Contudo, para que eles sejam capazes de oscilar eles devem ter massa - logo, algo deve estar faltando no Modelo Padrão.

Apesar de seu enorme sucesso em descrever as partículas que compõem o Universo visível, e as interações entre essas partículas, há muito tempo os físicos sabem que o Modelo Padrão não explica tudo.

Uma das possibilidades levantadas para essa nova física é a existência de outros tipos de neutrinos, ainda não detectados experimentalmente.

A grande expectativa é que essas partículas subatômicas ainda desconhecidas possam ajudar a lançar alguma luz sobre a Matéria Escura, um tipo desconhecido de matéria que compõe um quarto da massa do Universo.

Outra sinalização dessa nova física foi dada há poucos dias pela descoberta de uma assimetria entre a matéria e a antimatéria.


(Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br)

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