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23/03/2022

[Cinema] Curiosidades sobre o filme "Psicose"

Pesquisei algumas curiosidades do "Psicose" (título original: Psycho), filme norte-americano de 1960, dos gêneros suspense e terror, dirigido por Alfred Hitchcock. 

Com 109 minutos de duração, conta a história de uma secretária chamada Marion Crane (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins) que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.

1. Possíveis escaladas
Várias atrizes estiveram cotadas para o papel de Marion Crane: Eva Marie Saint, Piper Laurie, Martha Hyer, Hope Lange e Lana Turner.


2. Baseado no livro
Alfred Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, por apenas US$ 9 mil. Logo após distribuiu várias cópias do livro, mantendo sempre segredo sobre o final da história.



3. Reaproveitando atores
Para economizar nos custos de produção, Hitchcock resolveu por utilizar em Psicose boa parte do elenco de sua série exibida na TV americana.

4. Sucesso comercial
Psicose custou apenas US$ 800 mil e faturou mais de US$ 40 milhões nas bilheterias.

5. Efeito de sonoplastia
O som ouvido do facão sendo fincado no corpo de Marion é, na verdade, o som de um facão encravando em um melão.


6. Sequências
Seguido por Psicose 2 (1983), Psicose 3 (1986) e Psicose 4 - A Revelação (1990). Apenas o primeiro filme foi dirigido por Alfred Hitchcock.


Foi refilmado em 1998 por Gus Van Sant, tendo também recebido o nome Psicose.

8. Prêmios
OSCAR - Indicações:
Melhor Diretor - Alfred Hitchcock
Melhor Atriz Coadjuvante - Janet Leigh
Melhor Fotografia
Melhor Direção de Arte - Preto e branco
GLOBO DE OURO
Ganhou: Melhor Atriz Coadjuvante - Janet Leigh

9. Cena do chuveiro
Uma modelo nua foi utilizada por Hitchcock em algumas das cenas do chuveiro, na intenção de criar realismo. Para os padrões dos anos 60, nudez e violência eram motivo de censura, o que obrigou o diretor a recorrer a truques de montagem para passar a mensagem. Apesar de a sequência ter apenas 45 segundos de duração, as filmagens levaram uma semana para serem finalizadas. O resto do filme inteiro levou apenas seis. Mas este é apenas um dos fatos curiosos acerca do assassinato de Marion.

10. A água no vaso sanitário
Todo o esforço de Hitchcock na filmagem do assassinato foi compensado. O que o diretor não esperava é que os censores fossem criar caso por causa da cena anterior, em que Marion joga um bilhete no vaso sanitário e puxa a descarga. O close-up da água girando cano abaixo foi o primeiro do gênero no cinema americano, mas só foi exibido após muita discussão.


11. O sangue e jogo de contrastes em P&B
Psicose foi filmado em preto e branco por opção do próprio Alfred Hitchcock, que considerava que a cores o filme ficaria "ensanguentado" demais. Ao invés de usar o habitual sangue cenográfico, Hitchcock usou cobertura de sorvete de chocolate.

12. A vida imita a arte
Em uma mórbida coincidência, a dublê de corpo de Janet Leigh que fez cerca de metade da cena do chuveiro, Myra Jones foi assassinada por esfaqueamento 28 anos depois de filmar Psicose. O assassino era um doente mental que tinha como alvo mulheres mais velhas.

13. Trauma de banhos
Após o lançamento do filme, Hitchcock tornou pública uma carta irada de um homem cuja filha se recusara a tomar banhos de banheira após assistir ao filme Les Diaboliques (no qual o personagem se afoga em uma banheira) e que após ver Psicose se recusava também a usar o chuveiro. O diretor não teve dúvidas e disse que o homem deveria mandar a menina para lavagem a seco.

14. Os oftalmologistas
O impressionante zoom no olho aberto de Marion ao final da cena não agradou os oftalmologistas. Os médicos informaram Hitchcock que, após a morte, as pupilas humanas dilatam, o que não ocorreu na cena de Psicose. Para alegria dos perfeccionistas, todos os filmes de Hitchcock pós-Psicose que retrataram mortos de olhos abertos mostras pupilas devidamente dilatadas por colírios especiais.

15. Filme "Hitchcock" (2012)
Baseado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", este filme revela os bastidores do clássico Psicose (1960). Na época, mesmo estando no auge de sua carreira, Hitchcock não conseguiu apoio para realizar a obra, porque os estúdios não queriam investir em um pequeno filme de terror. O resultado foi uma produção independente, de baixo orçamento, que encontrou grandes dificuldades para driblar a censura e para ser distribuída nos Estados Unidos, em função das cenas de violência e nudez. Além disso, diversos obstáculos surgiram durante as filmagens, como as brigas constantes entre Hitchcock e sua esposa, Alma (Helen Mirren), os problemas de saúde do diretor e seus desentendimentos com o elenco. Contrariando todas as expectativas, "Psicose" se tornou uma referência no cinema mundial, e um dos maiores sucessos na carreira do cineasta.



08/01/2016

[Cinema] 15 curiosidades sobre o filme Laranja Mecânica

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) é um filme de 1971 escrito, produzido e dirigido por Stanley Kubrick, adaptado do romance de Anthony Burgess de 1962 com o mesmo nome. O filme ainda foi o longa com maior bilheteria da Warner, mesmo com a censura para maiores de 18 anos.  Emprega imagens violentas e perturbadoras que estão relacionadas à psiquiatria, delinquência juvenil, gangues de jovens e outros assuntos sociais, políticos e econômicos em uma Inglaterra futurista.

Nesta postagem serão citadas 15 curiosidades sobre esse filme que foi considerado um clássico dos anos 70:


(1ª) 
O filme foi massacrado por críticos importantes (como Pauline Kael e Roger Ebert) e foi atacado por “promover a violência”. Em consequência disso, como sinal de protesto, Stanley Kubrick decidiu impedir a exibição do filme de 1973 a 1999 (ano de sua morte). Durante muito tempo, os britânicos assistiram ao filme através de VHS’s importadas de outros países.


(2ª)
Stanley Kubrick certa vez declarou que, se não pudesse contar com Malcolm McDowell, provavelmente não teria feito Laranja Mecânica.



(3ª)
A linguagem utilizada por Alex, o Nadsat, foi inventada pelo autor Anthony Burgess, que misturou palavras em inglês, em russo e gírias.



(4ª)
Stanley Kubrick se aventurou por vários gêneros no cinema. Fez de ficção científica (2001)  a filme de época (Barry Lindon), passando pelo deboche nuclear (Doutor Estranho) e pela distopia de Laranja Mecânica. Mesmo com toda a diferença, uma coisa há em comum entre a produção desses filmes: todos são cercados de curiosidades e improviso do diretor e seus atores.


(5ª)
Desesperado por dinheiro, Anthony Burgess vendeu os direitos de adaptação ao cinema de Laranja Mecânica para Mick Jagger por apenas US$ 500,00. O músico planejava fazer o filme tendo os Rolling Stones como os droogs, mas acabou revendendo os direitos por uma quantia muito maior.


(6ª) 
O Korova Milk Bar foi o único set construído especialmente para o filme. Foi batizado pela palavra russa para vaca e suas esculturas foram baseadas no trabalho do escultor Allen Jones (uma as pinturas da parede apareceria novamente em O Iluminado, 1980). Stanley Kubrick fez com que os dispensers de leite fossem esvaziados, lavados e reabastecidos a cada hora, pois o leite coalhava sob as luzes do estúdio.



(7ª) 
Alex cantar "Singing in the Rain" enquanto ataca o escritor e sua esposa não estava no roteiro. Kubrick passou quatro dias experimentando com a cena, pois a julgava muito convencional. Eventualmente, pediu a Malcolm McDowell se ele poderia dançar. Eles fizeram a cena novamente, desta vez com McDowell cantando e dançando a única música que ele conseguira lembrar na hora. Kubrick ficou tão impressionado que logo comprou os direitos do tema de Cantando na Chuva por US$ 10 mil. Quando McDowell encontrou Gene Kelly, anos depois, em uma festa, o ator veterano se retirou indignado. Kelly teria ficado profundamente decepcionado com a forma como sua versão de "Singing in the Rain" foi usada em Laranja Mecânica.



(8ª)
Basil, a cobra, foi colocada nas filmagens após o diretor Stanley Kubrick descobrir que Malcolm McDowell tinha medo dela.


(9ª)
Kubrick pediu ao Pink Floyd para usar "Atom Heart Mother", faixa que abre o álbum homônimo da banda, na trilha sonora. Porém, como o diretor queria uso ilimitado da composição, a banda rejeitou a proposta. Quando Alex visita a loja de discos, é possível ver nas prateleiras a trilha de 2001 - Uma Odisseia no Espaço e Atom Heart Mother. Outros discos visíveis na loja são Lorca (Tim Buckley), As Your Mind Flies (Rare Bird), Deja Vu (Crosby, Stills, Nash & Young), The Transfiguration Of Blind Joe Death (John Fahey), Magical Mystery Tour (The Beatles), After The Goldrush (Neil Young), The Chicago Transit Authority (Chicago) e In The Summertime (Mungo Jerry).


(10ª) 
O médico que acompanha Alex enquanto ele é forçado a assistir filmes violentos (tratamento "Ludovico") é um médico de verdade, presente para assegurar que os olhos de McDowell não secassem. Seus olhos foram anestesiados para que as cenas de tortura fossem filmadas sem tanto desconforto. Ainda sim, suas córneas foram arranhadas pelos grampos de metal e ele ficou sem enxergar por um tempo. Malcolm voltou a se dar mal na cena que seus ex-companheiros tentam afogá-lo.


(11ª)
Enquanto gravava a narração em off do filme, em um simples gravador operado pelo próprio Kubrick, Malcolm McDowell precisava de paradas de descanso. Para satisfazer o ator, e possivelmente para tentar conseguir uma narração melhor, Kubrick e McDowell jogavam tênis de mesa. O ator depois descobriria que as horas passadas entre as partidas, das quais Kubrick nunca saiu como vencedor, foram descontadas do seu salário.


(12ª) 
O primeiro corte do filme tinha quatro horas de duração. Mais tarde, Kubrick mandou seu assistente destruir todo o material descartado.









(13ª)
No Brasil, o filme entrou na lista de obras proibidas pela censura, fazendo com que os amantes do cinema fossem assistir o Laranja Mecânica em países vizinhos, como o Uruguai. Quando foi liberado, só conseguiu ser exibido nas salas com ridículas bolinhas pretas sobrepostas nas cenas de nudez (mesmo com classificação para maiores de 18 anos).


 (14ª)
O livro em que Frank Alexander trabalhava quando Alex e sua gangue invade sua casa chamava-se "A clockwork orange".



(15ª)
Stanley Kubrick propositalmente cometeu alguns erros de continuidade em Laranja Mecânica. Os pratos em cima da mesa trocam de posição e o nível de vinho nas garrafas muda em diversas tomadas, com a intenção de causar desorientação ao espectador.


Outras cenas curiosas e marcantes do filme (em ordem cronológica): 













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04/06/2015

[Cinema] Cidadão Kane

Cidadão Kane (Citizen Kane) é um filme norte-americano de 1941, dos gêneros Ação e Drama. Dirigido por Orson Welles, o longa conta a ascensão de um mito da imprensa americana. De garoto pobre no interior a magnata de um império do jornalismo e da publicidade mundial. Inspirado na vida do milionário William Randolph Hearst.

Em votação realizada em 1998 pelo American Film Institute, "Cidadão Kane" foi escolhido o melhor filme de todos os tempos.


Características do filme

Roteiro: Herman Manckiew e Orson Welles

Elenco: Agnes Moorehead, Buddy Swan, Dorothy Comingore, Erskine Sanford, Everett Sloane, Fortunio Bonanova, George Coulouris, Georgia Backus, Gus Schilling, Harry shannon, Joseph Cotten, Orson Welles, Paul Stewart, Philip Van Zandt, Ray Collins, Ruth Warrick, Sonny Bupp, William Alland

Produção: Orson Welles

Fotografia: Gregg Toland

Trilha Sonora: Bernard Herrmann

Duração: 119 min

Distribuição em DVD: Warner

O filme é considerado "revolucionário" porque faz uso de flashbacks, sombras, tem longas sequências sem cortes, mostra tomadas de baixo para cima, distorce imagens para aumentar a carga dramática; a iluminação é pouco convencional, o foco transita do primeiro plano para o background, os diálogos são sobrepostos e os closes são usados com contenção.



Sobre o diretor Orson Welles

Quando dirigiu, produziu, protagonizou e foi co-roteirista de Cidadão Kane, Welles tinha 25 anos e conquistara fama no rádio: em 1939 fez história ao transmitir programa que simulava uma invasão dos Estados Unidos por marcianos. A primeira entrada da reportagem no ar relatou acontecimentos imprecisos que, nos flashes seguintes, foram se tornando cada vez mais claros e ameaçadores; eram entrevistados populares, autoridades, especialistas etc., compondo um quadro cada vez mais assustador. Baseado no livro A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, o show radiofônico criou habilmente a ilusão de veracidade, levando os ouvintes ao pânico.
Graças à notoriedade assim conquistada, o diretor novato recebeu da produtora RKO carta branca para dirigir e um orçamento generoso. Confirmando sua índole polêmica, ele fez um filme no qual se identificavam alusões ao magnata das comunicações William Randolph Hearst.


Sinopse

A história conta como o repórter Thompson (Joseph Cotten) reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane (Welles), buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud". A morte de Kane comovera a nação e descobrir o porquê daquela palavra se torna uma obsessão para o jornalista, que acredita poder encontrar nela a chave do significado daquela vida atribulada.

O repórter entrevista, então, as pessoas próximas ao figurão. Um emaranhado de informações vai se costurando à frente dos olhos do espectador, desde a infância pobre, revelando um Kane por vezes perturbado, mas sempre ambicioso. Essa multiplicidade de fontes usadas pelo repórter cria um conjunto de perspectivas diferentes, funcionando como peças do quebra-cabeças que os espectadores vão montando.

Kane herda uma fortuna e deixa de viver com os pais para ser criado por um banqueiro, Walter Parks Thatcher (George Coulouris). Dentre todos os negócios que passam às suas mãos na maioridade, resolve dedicar se a um dos menos rentáveis: um jornal convencional e pouco influente.


Atraindo as estrelas dos veículos concorrentes com salários maiores e praticando um jornalismo agressivo (que frequentemente descamba para o sensacionalismo), Kane consegue sucesso como homem de mídia, criando uma reputação de campeão dos pobres e oprimidos. Tenta carreira na política, concorrendo a governador como candidato independente; quando parece ter a vitória nas mãos, um escândalo provoca sua derrota. Depois de dois casamentos fracassados, passa seus últimos dias sozinho no palácio que construiu e para o qual levou tudo que o dinheiro podia comprar desde obras de arte de valor inestimável até os animais mais exóticos do planeta.

O personagem central vai, aos poucos, perdendo suas virtudes e aumentando seus defeitos. Pode ser visto retrospectivamente como alguém amargo, sombrio, arrogante, manipulador, cruel e impiedoso. Sua trajetória, no entanto, encerra muito do sonho americano: idealismo, espírito de iniciativa, fama, dinheiro, poder, mulheres, imortalidade.


Paralelo entre Kane e Hearst

O óbvio paralelo de Kane (e seu Inquirer) com Hearst (e seu Exnminer) gerou controvérsias e pressões para impedir a montagem e exibição do filme. As similaridades são muitas: Kane construiu um palácio extravagante na Flórida, Hearst tinha um em San Simeon; o personagem teve um caso com uma cantora sem talento, Susan Alexander (Dorothy Comingore), lembrando o que Hearst teve com a jovem atriz Marion Davies. Enquanto o magnata da vida real comprou o estúdio Cosmopolitan Pictures para promover o estrelato de Davies, Kane comprou para Susan um teatro. Entretanto, enquanto Hearst nasceu rico, Kane era filho de uma família humilde.


Prêmios

Oscar: Vencedor do prêmio de melhor roteiro e indicado nas categorias de melhor ator protagonista (Orson Welles), melhor direção de arte preto-e-branco, melhor fotografia preto-e-branco, melhor diretor, melhor montagem, melhor trilha sonora, melhor filme e melhor som.

Associação de Críticos de Nova York (NYFCC 1941, New York Film Critics Circle Awards): Vencedor do Prêmio de Melhor Filme.


Outras informações

Foram selecionados alguns links interessantes com comentários e críticas sobre o filme:


Trailer do filme



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Fontes: Wikipédia, Cineclick, Webcine, InfoEscola e Adorocinema.

04/03/2014

[Cinema] Os 10 melhores filmes de todos os tempos

A “Sight & Sound Magazine”, revista de cinema do British Film Institute, promoveu uma enquete com 358 diretores de 73 países para escolher os maiores filmes de todos os tempos. A enquete também ouviu, leitores, produtores, especialistas e críticos. Neste post, apresentamos apenas a versão com os votos dos diretores. Cineastas consagrados Woody Allen, Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Abel Ferrara, Walter Salles, Fernando Meirelles, Guillermo Del Toro, Greg Mottola, Juan Campanella e Francis Ford Coppola participaram da enquete.

Os 10 primeiros lugares trazem filmes realizados entre 1941 e 1979 e contempla os diretores Ozu Yasujirô, Stanley Kubrick, Orson Welles, Federico Fellini, Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Alfred Hitchcock, Andrei Tarkovsky e Vittorio de Sica.

1— Era Uma Vez em Tóquio — Tokyo Story (Ozu Yasujirô, 1953)

Casal de idosos viaja a Tóquio, onde pretende visitar os filhos que há anos não veem. Porém, todos são muito atarefados e não têm tempo para dar-lhes atenção. Quando a mãe fica doente, os filhos vão visitá-la e complexos sentimentos são revelados entre eles.


2 — 2001: Uma Odisseia no Espaço — 2001: A Space Odyssey (Stanley Kubrick, 1968)

Desde a pré-história, um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização, interferindo no planeta. Quatro milhões de anos depois, no século 21, uma equipe de astronautas a bordo da nave Discovery é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monolito.

3 — Cidadão Kane — Citizen Kane (Orson Welles, 1941)

Baseado na vida do magnata das comunicações William Randolph Hearst, o filme narra a história de Charles Foster Kane, o homem que construiu um império a partir do nada. Vencedor do Oscar de Melhor Roteiro, é considerado um dos filmes mais importantes da história.

4 — 8 ½ — Oito e Meio (Federico Fellini, 1963)

A maior das obras-primas de Fellini conta a história de Guido, um cineasta em crise de inspiração, que não consegue encontrar a ideia para seu próximo filme. Durante uma temporada de férias é assombrado por sonhos e recordações de passagens marcantes de sua vida.

5 — Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)

Travis Bickle é um taxista solitário que vaga pelas noites da cidade buscando algo para ocupá-lo. Travis é incomodado pelo que considera o declínio moral a seu redor, e quando Iris (Foster), uma prostituta de 12 anos de idade, entra no seu táxi certa noite para fugir de um cafetão, Travis torna-se obcecado em salvá-la.

6 — Apocalypse Now — Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)

O Capitão Willard recebe uma missão: matar um insano desertor, o Coronel Kurtz, que preparou uma tropa para atacar os próprios americanos. O filme ganhou uma versão estendida em 2001, com 50 minutos a mais em relação ao original.

7 — Um Corpo que Cai — Vertigo (Alfred Hitchcock, 1958)

Considerada a obra prima do mestre do suspense. Um detetive é contratado para seguir uma mulher com tendências suicidas e se envolve numa trama macabra.

8 — O Poderoso Chefão — The Godfather (Francis Ford Coppola, 1972)

Don Corleone é o chefe de uma mafiosa família italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar pessoas realizando favores em troca de favores futuros. Com a chegada das drogas, as famílias começam uma disputa pelo promissor mercado. Quando Corleone se recusa a facilitar a entrada dos narcóticos na cidade, não oferecendo ajuda política e policial, sua família começa a sofrer atentados para que mudem de posição.

9 — O Espelho — Mirror (Andrei Tarkovsky, 1974)

O mais autobiográfico trabalho do diretor Andrei Tarkovsky, no qual o garoto Alexéi passa pelos mesmos problemas e alegrias que o diretor passou, só que na tela. É um estudo da vida espiritual do homem contemporâneo, suas buscas e resoluções.



10 — Ladrões de Bicicleta — The Bicycle Thieves (Vittorio De Sica, 1948)

Depois de procurar exaustivamente, Antonio consegue um emprego como colador de cartazes de cinema em Roma. Porém, logo no primeiro dia de trabalho sua bicicleta é roubada. Com o filho pequeno, começa uma busca desesperada pela bicicleta.


(Fonte: Revista Bula)

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