Frase do dia

Mostrando postagens com marcador planta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador planta. Mostrar todas as postagens

03/07/2021

[Biologia] As 5 plantas extremamente venenosas encontradas no Brasil

Dá para citar pelo menos uma dezena de plantas mortais, com toxinas venenosas que podem matar quem entrar em contato com elas. Mas não dá para fazer um ranking incontestável das mais venenosas porque: 

1) O efeito da toxina varia muito de pessoa para pessoa - as vítimas mais resistentes podem ter apenas vômitos ou outras reações menos pesadas; as mais fracas podem morrer.

2) A quantidade de veneno capaz de causar problemas ao ser humano muda de planta para planta. 

3) Existem várias formas de contágio: comendo a planta, tendo contato pela pele e até cheirando o perfume que ela exala. 

Em uma reportagem da revista Mundo Estranho foi montada uma lista com cinco espécies super letais, encontradas em várias partes do mundo e também aqui no Brasil:


1. COMIGO-NINGUÉM-PODE (Dieffenbachia picta Schott)

POR QUE É TÓXICA: porque o caule e as folhas têm cristais de oxalato de cálcio, substância que provoca inflamações no corpo

EFEITOS: quando mastigada, a planta fere as mucosas da boca, faringe e cordas vocais. A inflamação causa inchaços que impedem a passagem do ar e podem levar à asfixia


2. JEQUIRITI (Abrus precatorius L.)

POR QUE É TÓXICA: porque tem sementes vermelhas com uma substância chamada abrina, que mata quando mastigada

EFEITOS: a abrina provoca a aglutinação das células vermelhas do sangue, formando coágulos e impedindo a circulação corpórea


3. PINHÃO-DE-PURGA (Jatropha curcas L.)

POR QUE É TÓXICA: porque contém ricina nas sementes

EFEITOS: causa aglutinação das hemáceas e dificuldade de circulação do sangue. A ingestão de quatro ou mais sementes de pinhão-de-purga pode causar a morte


4. MAMONA (Ricinus communis L.)


POR QUE É TÓXICA: porque a semente tem ricina, uma toxina letal quando ingerida

EFEITOS: assim como a abrina, a ricina causa coágulos sanguíneos. Há casos de morte de crianças que ingeriram uma única semente, e de adultos que comeram duas delas. Em casos menos graves, a toxina ocasiona queimação na garganta, vômitos intensos, taquicardia e diarréia


5. MANDIOCA-BRAVA (Manihot utilissima Pohl)

POR QUE É TÓXICA: suas raiz e suas folhas possuem linamarina, uma substância tóxica que pode matar quem comer a planta

EFEITOS: nas intoxicações mais pesadas, a linamarina causa asfixia e convulsões, que se não forem tratadas podem ser fatais

_________
Fonte: 
Revista Mundo Estranho, Suzana Paquete   
Plantas Venenosas e Animais Peçonhentos, de Samuel Schvartsman


02/01/2011

[...] Floresta "eu"

Caminho em meio a uma floresta nomeada "eu". Vago por entre as árvores, busco um caminho menos tortuoso. Encontro (ou não) repouso...

O sol brilha forte e seca apenas as plantas isentas da umidade de um rio que passa por ali, ora com águas claras ora com águas escuras, dependendo da estação.

A tempestade chega e modifica a textura do solo, das pedras e das plantas. Raios atingem árvores, danificando-as temporariamente ou para sempre. Meus passos tornam-se mais rápidos e minha respiração ofegante, pois os abrigos seguros tornam-se escassos. A tempestade cessa e vem a calmaria.

O sol se põe, uma brisa leve movimenta lentamente algumas folhas. Ouço um relâmpago em um local muito distante. O medo desaparece junto com a preocupação.

Os perigos são inevitáveis quando surge a noite. Não há lua nem estrelas para clarear o céu. As malditas feras trazem consigo a insegurança. A morte poderia vir a qualquer momento.

A noite termina e a claridade consome com a minha amargura o dia é torna-se normal e rotineiro.

De repente, árvores surgem e outras desaparecem a minha frente, interajo com criaturas metafísicas e o sol muda de cor (cor desconhecida). Tudo muda de textura: solo, pedras e plantas (texturas desconhecidas). O rio inverte seu curso.

E por momento o tempo para e não consigo diferenciar o dia da noite, a manhã da tarde e a tempestade da calmaria. Passado, presente e futuro se encontram. Cores e texturas desaparecem por completo e o rio congela.

Depois de tudo isso, vejo algo inacreditável e espetacular: tudo volta ao normal, isto é, volto a caminhar em meio a floresta como se nada tivesse acontecido. Na verdade, nada aconteceu ou tudo deixou de acontecer. Chego ao final!

(Luis Valério Prandel)

Ver também