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28/03/2022

[Química] O metal mais caro e precioso do mundo

O Califórnio (ou Californium) é um elemento químico metálico radioativo com o símbolo Cf e número atômico 98.

O Califórnio foi produzido pela primeira vez por Stanley G. Thompson, Glenn T. Seaborg, Kenneth Street, Jr. e Albert Ghiorso trabalhando na Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1950. 

Eles bombardearam átomos de cúrio-242 com íons de hélio utilizando um dispositivo conhecido como um cíclotron. Isto produziu átomos de califórnio-245, um isótopo com uma meia-vida de cerca de 45 minutos, e um nêutron livre:




Usos e Aplicações do Califórnio

Califórnio-252, um isótopo com uma meia-vida de cerca de 2,6 anos, é uma forte fonte de nêutrons. Um micrograma (0,000001 gramas) de Califórnio-252 produz 170 milhões nêutrons por minuto. Ele está sendo utilizado como uma fonte de nêutrons para identificar os minérios de ouro e de prata através de uma técnica conhecida como ativação nêutrons. Também está sendo usado em dispositivos conhecidos como medidores de umidade nêutrons que são utilizados para encontrar água e das camadas petrolíferas em poços de petróleo.


Compostos de Califórnio

Alguns compostos de califórnio foram produzidos e estudados. Eles incluem: Óxido de Califórnio (CfO3), Tricloreto de Califórnio (CfCl3) e o Oxicloreto de Califórnio (CfOCl).

Isótopo mais estável de Califórnio, o Califórnio-251, tem uma meia vida de cerca de 898 anos. E decai em cúrio-247 através de desintegração alfa ou decaimento por fissão espontânea.


Preço do Califórnio

É o metal mais caro que pode ser comprado, custando aproximadamente 2 bilhões de reais o quilo.


Ocorrência


Quantidades muito diminutas de califórnio foram encontrados na Terra devido a reações de captura de nêutrons e decaimento beta em depósitos com altas concentrações de urânio. Traços de califórnio podem ser encontrados perto de instalações que usam o elemento em prospecção mineral e em tratamentos médicos. O elemento é bastante insolúvel em água, mas ele adere bem ao solo comum, e concentrações do mesmo no solo podem ser 500 vezes maior do que na água em torno das partículas do solo.

 Ensaios nucleares atmosféricos antes de 1980 contribuiu com uma pequena quantidade de califórnio no ambiente. Isótopos com números de massa 249, 252, 253 e 254 foram observados em amostras de pó radioativo recolhidas a partir do ar depois de uma explosão nuclear.


Produção de Califórnio

Califórnio é produzido em reatores nucleares e aceleradores de partículas.






Características Químicas e Físicas



28/06/2021

[Curiosidade] Os 15 materiais mais caros do mundo

Tendo como base de pesquisa diversos sites, notícias e postagens, de maneira geral, podemos citar um ranking de quinze materiais e seus respectivos valores estimados por grama (g) que são os mais caros do mundo. Os altíssimos valores agregados impostos nesses materiais nos surpreendem por serem extremamente raros na natureza ou possuírem um processo de produção muito complicado.



15º lugar - OURO (R$ 95/g)


O ouro (do latim aurum, "brilhante") é um elemento químico (símbolo Au) de número atômico 79 e de massa atômica 197 u. Na natureza, o ouro é produzido a partir da colisão de duas estrelas de nêutrons.
O ouro é utilizado de forma generalizada em joalharia, indústria e eletrônica, bem como reserva de valor.



14º lugar - RÓDIO (R$ 99/g)


O ródio é um elemento químico de símbolo Rh de número atômico 45 e de massa atómica igual a 102,9 u. À temperatura ambiente, o ródio encontra-se no estado sólido.
É metal de difícil extração e sua principal aplicação é como agente ligante para endurecer platina e paládio. Estas ligas são usadas em bobinas de fornos, buchas para a fabricação da fibra de vidro, componentes de termopares para elevadas temperaturas, eletrodos de ignição (velas) para aeronaves e cadinhos para laboratório.



13º lugar - PLATINA (R$ 102/grama)


Seu nome deriva vem do termo espanhol platina, do qual sua tradução literal é "pequena prata". 
Ele é um elemento químico escasso, do qual se encontra em média na litosfera aproximadamente 5 μg/kg. Por causa da sua escassez na crosta da Terra, do qual é produzido somente alguns milhões de toneladas, ele é considerado o metal mais caro e precioso do mundo.
A platina é utilizada nos conversores catalíticos, nos equipamentos de laboratório, nos contatos elétricos e nos eletrodos, nas termorresistências, nos equipamentos ondontológicos e na indústria de joias.




12º lugar - METANFETAMINA (R$ 170/g)


É uma droga sintética (ilícita), ou seja, uma substância psicoativa de ação estimulante do sistema nervoso central. Entre os usuários, a metanfetamina é conhecida como Ice, Tina, Meth, cocaína de pobre, Speed ou cristal. O uso terapêutico de medicamento a base de metanfetamina (Pervitin) foi banido em vários países, inclusive no Brasil, devido ao uso inadequado (recreativo) e abusivo. Como o nome sugere, a metanfetamina tem efeitos parecidos aos das anfetaminas, no entanto seus efeitos são muito mais potentes, assemelhando-se aos da cocaína.



11º lugar - CHIFRE DE RINOCERONTE (R$ 187/g)


A caça ilegal de rinocerontes disparou impulsionada pelo valor dos chifres destes animais, que alcançam preços tão elevados quanto o do ouro no mercado negro asiático, comprometendo o trabalho realizado há décadas para reconstituir a população selvagem destes imensos herbívoros.



10º lugar - HEROÍNA (R$ 220/g)


Heroína, cujo nome científico é diacetilmorfina, é uma droga opióide semissintética obtida a partir de plantas da espécie Papaver somniferum, da qual é extraído o ópio. Durante o processamento do ópio origina-se a morfina que então é transformada em heroína. Trata-se de um entorpecente, muitas vezes obtido em laboratórios clandestinos, que provoca diminuição da atividade do SNC ou seja é uma substância depressora.


9º lugar - COCAÍNA (R$ 365/g)


Cocaína, benzoilmetilecgonina ou éster do ácido benzoico é um alcaloide usado como droga, derivada do arbusto Erythroxylum coca, com efeitos anestésicos e cujo uso contínuo, pode causar outros efeitos indesejados como dependência, hipertensão arterial e distúrbios psiquiátricos. A produção da droga é realizada através de extração, utilizando como solventes álcalis, ácido sulfúrico, querosene e outros.


8º lugar - LSD (R$ 5.000/g)


Dentre os alucinógenos disponíveis atualmente, podemos destacar o LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico), uma substância sintética semelhante às presentes em um fungo denominado Claviceps pupurea.
O uso normalmente é feito pela via oral, colocando-se uma pequena gota do líquido embaixo da língua. Estima-se que se uma pessoa utilizar uma dose de 50 microgramas, o efeito pode durar até 12 horas.



7º lugar - PLUTÔNIO (R$ 6.800/g)


Plutônio-238 é um isótopo radioativo do Plutônio com uma meia-vida de 87,7 anos. Pela sua capacidade de ser um grande emissor de partículas alfa e não liberar radiações mais penetrantes (beta e gama, que por sua vez são problemáticas), ele é usado em geradores termoelétricos de radioisótopos e unidades de aquecimento de radioisótopos. Um grama de plutônio-238 gera 0,5 watts e um quilo gera 567 watts de potência.


6º lugar - PAINITA (R$ 15.000/g)


A Painita é um mineral, conhecido por ser um dos minerais mais raros do mundo. Sua fórmula química contém cálcio, zircônio, boro, alumínio e oxigênio (CaZrBAl9O18), além de vestígios de cromo e vanádio. 
Até 2005, existiam menos de 25 cristais de painita, porém recentemente foram encontrados mais exemplares na região de Myanmar. Painita é nos dias atuais a gema mais rara do mundo, foram encontrados vestígios de composição parecida em meteoros.



5º lugar - TAAFFEITE (R$ 34.000/g)


A pedra rara foi descoberta pelo gemólogo irlandês Richard Taaffe em 1945. Além de difícil de encontrar ela também se tornou valiosa pela coloração que pode variar entre o roxo, lilás e vermelho. Para se ter uma ideia, de acordo com especialistas, a taaffeite possui um grau de dificuldade de localização que supera e muito os diamantes. 


4º lugar - TRÍTIO (R$ 51.000/g)


O trítio é um dos três isótopos de hidrogênio (3H) sendo o mais pesado dentre os três, menos abundante, radioativo, emitindo radiação do tipo beta. O trítio é composto por dois neutrons e um próton. Não sendo encontrado em superfície terrestre naturalmente, pode ser encontrado ao redor do sol e no espaço exterior resultado do bombardeio de matéria interestelar por raios cósmicos.
Sua produção em nosso planeta pode se dá artificialmente através do bombardeio de deutério por outros tipos de isótopos de hidrogênio e pela reação de nêutrons térmicos com lítio-6 em reatores nucleares.
Sendo vendido comercialmente em soluções, são usados para substituir o hidrogênio comum (1H) em reações, de modo a se estudar seus mecanismos de reações e também transformando as substâncias deixando-as mais pesadas e radioativas, já que a sua meia vida dura em torno de 12,3 anos.



3º lugar - DIAMANTE (R$ 93.500/g)


O diamante é um cristal sob uma forma alotrópica do carbono, de fórmula química C. É a forma termodinamicamente estável do carbono em pressões acima de 60 Kbar. Comercializados como gemas preciosas, os diamantes possuem um alto valor agregado.


2º lugar - CALIFÓRNIO (R$ 46 milhões/g)



O califórnio é um elemento metálico, sintético, sólido e de aspecto prateado. Foi descoberto em 1950 por uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (vindo daí o seu nome), bombardeando o elemento cúrio com partículas alfa. 
O califórnio-252 é um forte emissor de nêutrons, por isso, extremamente radioativo e prejudicial. Três de suas poucas aplicações são encontrar camadas de água e de óleo em poços de petróleo, fonte de radiação em radiologia e como fonte de nêutrons em reatores nucleares.




1º lugar - ANTIMATÉRIA (R$ 107 trilhões/g)


É o inverso do que é a matéria. Ela é composta de antipartículas, que possuem a mesma característica das partículas (massa e rotação), mas com carga elétrica contrária. É o caso do pósitron, também conhecido como antielétron, que tem carga positiva. Ou do antipróton, que, diferente do próton, é negativo. 
O conceito de antimatéria foi proposto pelo físico inglês Paul Dirac em 1928. Ele revisou a equação de Einstein, considerando que a massa também poderia ser negativa. Com base na teoria, a comunidade científica passou a estudar o tema mais a fundo e descobriu uma potente fonte de energia, com 100% de aproveitamento. Hoje, o grande desafio é conseguir produzi-la em grande quantidade - já que ela não é encontrada na Terra.



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Fonte
Wikipédia, InfoEscola, MegaCurioso, ApareSido, Época Negócios, Mundo Estranho, Terra notícias / Ciência, Luxo S/A


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