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26/03/2022

[Curiosidade] Por que a água do mar é salgada?

Com mais de 70% da superfície da Terra coberta por água, é um paradoxo pensar que a escassez deste elemento já é realidade em muitas partes do Planeta. É que somente uma pequena parcela é formada por água doce. Enquanto não existe uma forma barata de tornar potável a água do mar, é bom saber que ele só é salgado porque os oceanos são o ponto final do ciclo da água em nosso planeta.

Ciclo da água em nosso planeta:

1. No nosso planeta, 84% do total da água evaporada em direção à atmosfera sai dos oceanos. No entanto, por causa da ação dos ventos, apenas 77% do total de água que retorna à superfície em forma de chuva cai sobre esses mesmos oceanos;

2. Com os rios, a proporção é diferente: eles contribuem com 16% da água evaporada no planeta, mas recebem 23% das chuvas. Ou seja, os rios recebem mais água do que perdem, exatamente o contrário do que ocorre nos oceanos. Para manter o sistema em equilíbrio, os rios correm para o mar;

3. Quando percorrem os continentes, as águas dos rios carregam íons, átomos ou conjunto de átomos com grande potencial para se ligarem com outros íons de cloro e de sódio. Esses íons são liberados das rochas nos leitos dos rios e se unem formando o cloreto de sódio, o sal de cozinha, que é levado junto com a água dos rios até o mar;

4. Como o sal não evapora com a água, toda essa substância carregada pelos rios do planeta vai se acumulando nos mares. A repetição desse processo ao longo de centenas de milhões de anos de formação da Terra aumentou a concentração do cloreto de sódio nos oceanos (e outros sais), tornando-os salgados como são hoje em dia.



Ao mesmo tempo, vulcões submersos foram lançando elementos químicos na água, contribuindo para o aumento da salinidade. Esses fenômenos ocorrem até hoje. Estima-se que os oceanos recebam anualmente 2,5 milhões de toneladas de sais variados. 

Os mares não ficam mais salgados a cada ano porque eles também perdem sal. Moluscos, crustáceos, estrelas do mar, ouriços e tartarugas, entre outros animais marinhos, utilizam o sódio e o cálcio diluídos na água para construir suas conchas e carapaças. É por isso que a salinidade média de mares e oceanos ao redor do mundo mantém-se mais ou menos estabilizada em 3,5% - ou seja, 3,5 gramas de sais (principalmente cloro e sódio) para cada litro de água. 

Apenas no mar Morto, lago de água salgada do Oriente Médio, a salinidade chega a 35% - e por esse motivo é mais fácil flutuar em suas águas.




25/06/2014

[Geologia] Cientistas descobrem oceano quilômetros abaixo da superfície da Terra

Pesquisadores descobriram, após décadas de estudos, que um vasto reservatório de água — suficiente para encher os oceanos da Terra três vezes — pode estar escondido quilômetros abaixo da superfície. A novidade, publicada na Science, tem chances de transformar a atual compreensão de como foi formado o planeta.


A água estaria "trancada" em um mineral chamado ringwoodite, cerca de 660 quilômetros abaixo da crosta terrestre. Os pesquisadores se basearam no estudo de uma região que se estende no subsolo dos Estados Unidos. O mineral em que está a água costuma agir como uma esponja, em razão de sua estrutura cristalina.

Se apenas 1% da rocha for água, já seria o equivalente a quase três vezes a quantidade de água nos oceanos. A pesquisa, informou o Guardian, utilizou dados do USArray, uma rede de sismógrafos americana, que mede as vibrações de terremotos.

Segundo o geofísico responsável pela iniciativa, Steve Jacobsen, da Universidade Northwestern, a descoberta sugere que a água da Terra pode ter vindo de seu interior, impulsionada para a superfície pela atividade geológica — em vez de ter sido trazida por cometas congelados.

"Acho que estamos finalmente vendo evidências de um ciclo de água na Terra, o que pode ajudar a explicar a grande quantidade de água em estado líquido na superfície do nosso planeta", diz Jacobsen.

Em entrevista à New Scientist, o pesquisador afirmou que a água escondida também poderia estar agindo como um amortecedor para os oceanos na superfície. "Se [a água armazenada] não estivesse lá, estaria sobre a superfície da Terra, e o topo das montanhas seriam o único solo para fora."


13/11/2013

[Mundo] O que é a "Sopa plástica" do Pacífico?

A Grande Porção de Lixo do Pacífico, chamada ainda de Grande Depósito de Lixo do Pacífico, Grande Ilha de Lixo do Pacífico ou Grande Sopa de Lixo do Pacífico, tal como descrita principalmente pelo pesquisador Charles J. Moore desde 1997, é uma região do Oceano Pacífico de extensão incerta, sendo descrita como do tamanho dos EUA, embora careça de fontes precisas. Foi descrita em fevereiro de 2008 no site da BBC e no jornal britânico The Independent.

É composta principalmente de plástico proveniente das costas marítimas, e é de difícil detecção, já que os satélites não conseguem captar sua presença, sendo possível avistá-la somente a partir de embarcações marítimas. Esta "massa plástica" flutua e se envolvem no giro oceânico devido às correntes oceânicas. Segundo Deixonne, ecologistas e cientistas são os únicos interessados em sanar o problema, uma vez que a área oceânica onde se localizam a massa de dejetos "se encontra em águas pouco transitadas pela navegação mercantil e turística".

O enorme redemoinho de lixo plástico flutuante do norte do Pacífico aumentou 100 vezes nos últimos 40 anos, revelou um artigo publicado na revista Biology Letters [Ler artigo]. 


Cientistas alertam que a "sopa de microplástico", cujas partículas medem menos de cinco milímetros, ameaçam alterar o ecossistema marinho porque favorecerem a reprodução de um tipo de inseto que serve de alimento para peixes, tartarugas e aves.

Atualmente, os cientistas estimam que a massa de lixo localizada na região do Giro Subtropical do Norte do Pacífico, conhecida como Grande Mancha de Lixo do Pacífico, ocupa uma área equivalente a duas vezes o território de Goiás, cerca de 695.660 km2.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 13.000 partículas de lixo plástico são encontradas em cada quilômetro quadrado do mar, mas o problema é maior no Norte do Pacífico. O acúmulo de plástico no centro dessa região é favorecido pelo movimento das correntes marítimas e dos ventos.




Fontes: UOL Ciência, Arauto do futuro, Jornal "O Globo", Zero Hora, Revista Veja

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