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14/11/2012

[Poema] Lástima



Tendo em vista um longo processo da pena de morte,
Por uma vida dilacerada de extrema violência,
Fatal consequência de tão natural e justo aporte,
A desenvolver-se na mente total insanidade.
Os dias foram pesados e as noites inacabáveis,
De tantos ciclos assintóticos e irrevogáveis,
Permearam o ser do início da vida ao fim da morte.
Má sorte lançada em suas decisões equivocadas,
Decisões errôneas com parâmetros exacerbados,
Lamentos e alentos constantes previamente notados.
De um turbilhão de sentimentos deploráveis, 
Restaram apenas moldes de sangue coagulados,
Acumulados no âmago daquela fria alma,
Se pudesse voltar atrás talvez notaria, a calma...

(Luis Valério Prandel)

12/04/2012

[Poema] O lapso talvez relapso


Pintura de Vincent van Gogh (1853-1890)
Tentei mastigar a pedra e o espinho:
Maldito corpo, mal adaptado.
É triste o coração dilacerado,
Sentimentos extirpados no caminho,
Por um antro abiótico e equivocado.


Comprometendo o pulsar amiúde,
Desgastando qualquer ritmo normal,
Martirizando o complexo da saúde
E gerando a retórica marginal.



Achaques evitados anteriormente,
Sugam plasmas de sangue da noss'alma,
São empurrados ao abismo da mente,
Ultrajando a brevidade da calma.


Muitas classes de palavras insólitas,
São pronunciadas randomicamente.
Aquelas ações com ofensas sólidas,
Afetam-nos empiricamente


Não a temo, amarga irmã morte!
Porque está contido em ti,
Todo aquele nosso frágil aporte.


(Luis Valério Prandel)

04/02/2012

[Poema] Infinito Complexo


Infinito tão complexo,
De calma e estranha beleza.
Verdades agindo sem nexo,
Com elevada pureza.

Alma passeia complexa,
No espaço quase infinito.
A vida está anexa
Ao universo indescrito.

Calor do sol chega e fere,
Em tamanha escala,
Todo o ser que adere
E denso fluído exala.

Atividade caótica,
Complexa e infinita.
Fugindo da nossa óptica,
Perpassando toda a vida.

Detalhes sempre evitados,
Num cotidiano raso.
Sentimentos acelerados
E infelizes nesse caso.

Na boca causadora da morte,
Nos olhos causadores da luz.
Que todo esse infinito aporte,
Ao centro de uma simples cruz.

Areia de cristais envelhecidos,
Água causadora de tantas vidas.
Nos corpos são tão bem acrescidos,
De complexidades pré-existidas.

Absorvendo a latência do sol
E do cosmos estranho e sem fim.
Linha do tempo em caracol,
Acumulando destinos em mim!

(Luis Valério Prandel)

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