Frase do dia

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15/07/2012

[Poema] Soneto do amor noturno da alma



Tardia noite clara e serena
Leva toda a dor do amor embora
Torna a emoção frágil e pequena
Consome a lágrima de quem chora

Um som reverbera lá do fundo,
Sensações iluminam o olhar.
Quem me dera ouvir o profundo
Dum'alma constante a cintilar. 

Aromas são dispersos na noite
E das lágrimas, doce açoite
Vai brilhando as feridas abertas

Espectros causando ruídos
De sentimentos tão ressentidos
Por caminhadas longas e incertas 


(Luis Valério Prandel - 29/06/2012)

15/01/2012

[Poema] Sonhador


Por sóis, por belos sóis alvissareiros, 
Nos troféus do teu Sonho irás cantando, 
As púrpuras romanas arrastando, 
Engrinaldado de imortais loureiros. 
       
Nobre guerreiro audaz entre os guerreiros, 
Das Idéias as lanças sopesando, 
Verás, a pouco e pouco, desfilando 
Todos os teus desejos condoreiros... 
    
Imaculado, sobre o lodo imundo, 
Há de subir, com as vivas castidades, 
Das tuas glórias o clarão profundo. 
      
Há de subir, além de eternidades, 
Diante do torvo crocitar do mundo, 
Para o branco Sacrário das Saudades! 


(Cruz e Sousa)

13/01/2012

[Poema] Soneto atmosférico


Vai pairando sobre as densas águas
Uma atmosfera bem úmida e fria
Em meu semblante, refletindo mágoas
Em meus átomos matéria vazia


Da natureza clara do meu ser
Compartilhando tantas formas e cores
Perfazendo a loucura do prazer
Transpassando as angústias dos amores


O tempo que assume minha mente
Controlando os desejos e tardanças
Da atmosfera escura e adjacente


O ar do amor não é mais rarefeito
Do céu ocupa todas as lembranças
Nas águas é totalmente aceito 


(Luis Valério Prandel)

12/01/2012

[Poema] Dormes...


Dormes... Mas que sussurro a umedecida
Terra desperta?  Que rumor enleva
As estrelas, que no alto a Noite leva
Presas, luzindo, à túnica estendida?


São meus versos!  Palpita a minha vida
Neles, falenas que a saudade eleva
De meu seio, e que vão, rompendo a treva,
Encher teus sonhos, pomba adormecida!




Dormes, com os seios nus, no travesseiro
Solto o cabelo negro... e ei-los, correndo,
Doudejantes, sutis, teu corpo inteiro


Beijam-te a boca tépida e macia,
Sobem, descem, teu hálito sorvendo
Por que surge tão cedo a luz do dia?!


(Olavo Bilac)

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