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21/11/2013

[Citação] Disponibilidade Mental


Gostaria de exprimir uma ideia que me ocorreu recentemente. Quando estava a viver sozinho neste país, notei como a monotonia de uma vida pacata estimula uma mente criativa. Existem algumas ocupações, mesmo na sociedade moderna, que requerem uma vida isolada e não exigem grande esforço físico ou intelectual. Vêem-me à ideia ocupações como o serviço de faróis e de barcos-faróis. Seria possível colocar jovens que desejem refletir sobre problemas científicos, especialmente de natureza matemática ou filosófica, nestas ocupações? Muito poucos jovens com semelhantes ambições têm, durante o período mais produtivo da sua vida, a oportunidade de se dedicarem, sem interrupções durante um certo período de tempo, a problemas de natureza científica. Mesmo um jovem que tenha a sorte de obter uma bolsa de estudo durante um período limitado de tempo é pressionado a chegar o mais depressa possível a conclusões definitivas. Tal pressão apenas pode ser prejudicial a um estudante de ciência pura. Com efeito, o jovem cientista que começa uma profissão prática que lhe permite ganhar o suficiente para viver está numa posição muito melhor, assumindo, é claro, que a sua profissão lhe deixa tempo e energia suficientes para se dedicar ao trabalho científico. 

[Albert Einstein, in "Discurso (1933)"]

14/09/2012

[Música/Vídeo] Eu Não Consigo Ser Alegre O Tempo Inteiro

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais
E ninguém mais, e ninguém mais

Eu sempre tento e não consigo
Então as vezes quando a noite chega
Eu fico só comigo mesmo
E só me resta a saudade como companhia
Como companhia

Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo

Você sempre surge em minha mente
Sempre você e ninguém mais
É de você que eu me lembro
Sempre você e ninguém mais
E ninguém mais, e ninguém mais

Você diz que não me quer mais
E que agora eu sou seu grande amigo
Você me quer só a metade
Mas pra mim você está em toda a parte
Em toda a parte

Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo ser alegre
O tempo inteiro
Eu não consigo

Eu vo fazer o iê-iê-iê
Eu vo fazer o iê-iê-iê
Eu sou o rei do iê-iê-iê

(Wander Wildner)



20/08/2012

[Poema] Bem aqui







Que a brisa leve dos teus olhos leve o aroma da felicidade 
E o sabor dos teus beijos destruam cada desejo tornado vão, 
Que afetam a pureza do ser e causam tamanha dor ao meu coração. 
Pois, minha vida é dosada por gotas, ora de paixão, ora de dor, 
As quais aceleram o sangue e causam corrosão no decorrer da saudade! 
Consequentemente existe algo armazenado em meu peito e por tal efeito, 
Ousei de maneira constante e contundente, batizá-lo de "amor". 
Talvez eu seja bem confuso e panoramicamente equivocado, 
De sentimentos estranhos, atitudes reversas e opiniões indeléveis. 
Diante de toda a palavra, pronunciada na boca ou na mente, 
Que ao longo do curto tempo de toda minha vida é concretizada. 
Tudo isso traz humores oscilatórios, vazios transitórios, 
Os quais atravessam o corpo e tornam a alma desobediente. 
Posso simultaneamente ver e não ver o que foi transformado, 
De criação a aniquilação de sentimentos meu ser é baseado. 
Em meio a esses sentimentos manifesta o amor pela vida, 
Do qual os sonhos são alimentados e o sol volta a brilhar no hoje, 
E, por fim, permanecem aqui: nem tão perto, nem tão longe!


 (Luis Valério Prandel)

08/03/2012

[Poema] Estilhaços de consciência


Vida abrupta e noite necrófila,
Sujeira ocupando todo o espaço, 
Com letargia tão premeditada.
Humanidade sórdida
É escrava do cansaço,
Causando neurose regurgitada.

Ignomínias assombrosas,
Enterradas na mente
E sagradas no corpo.
Palavra mentirosa,
Com insanidade ardente:
Metais rasgando o dorso.

Arrebentando toda razão,
Atropelando toda moral
E quebrando a paciência.
Atrocidades de antemão,
Vão corroendo o radical.
Estilhaços de consciência!

(Luis Valério Prandel)

14/02/2012

[Poema] Caminho além do caminho


O caos fundiu aquele olhar,
Palpitando emoções.
A voz insistiu a clamar,
Nos vãos dos corações.

Passado profundo...

Emancipando mente travada,
Protesto garantido,
De uma mente enclausurada,
E um só indefinido.

Presente oriundo...

Assim a irmã da minha loucura
É minh'alma abatida.
A mãe de toda minha ternura,
Aqui fortalecida.

Futuro rotundo...

Aspergiremos palavras sem nexo, 
Aos olhos da razão.
Irá além do prazer perplexo,
Parte do corpo são.

(Luis Valério Prandel)

13/01/2012

[Poema] Soneto atmosférico


Vai pairando sobre as densas águas
Uma atmosfera bem úmida e fria
Em meu semblante, refletindo mágoas
Em meus átomos matéria vazia


Da natureza clara do meu ser
Compartilhando tantas formas e cores
Perfazendo a loucura do prazer
Transpassando as angústias dos amores


O tempo que assume minha mente
Controlando os desejos e tardanças
Da atmosfera escura e adjacente


O ar do amor não é mais rarefeito
Do céu ocupa todas as lembranças
Nas águas é totalmente aceito 


(Luis Valério Prandel)

18/06/2011

[Poema] Consequência

Mergulha no mar da ilusão
Em um clima de plena paixão
A Solidão está quase morta
Por sombras projetadas nas costas
Imaturidade consequente
Desejos que invadem a mente


O chão já não é mais tal lugar

É um doce e simples planar
Com asas e pernas restauradas
A serem justamente quebradas
Com mover duma total angústia
Bem carnal, tão profunda e rústica

A imperfeição latente
Lágrimas doces
Risos amargos
Aceleram na tangente

(Luis Valério Prandel)

22/08/2010

[...] Dia escuro e noite clara


O sol brilhou...
A vida exaltou...
E um sentimento exclamou...
As mentes são iluminadas, mas tu não iluminas quando mentes
A luz e o sopro foram espalhados...
Também a escuridão foi disseminada nas mentes...
Sombras e luzes, breus e raios foram misturados
A brisa suave se propagou e a claridade refletiu
Matando a noite e o escuro foi sumindo
Depois o lume se foi e a nuvem escura surgiu
O dia morreu e o clarão foi ferido
Uma sequência interminável de lua e sol
O sol reflete na lua, mas a lua não reflete no sol
Minha mente: dia e noite, ideias limpas e obscuras
Minha vida: brilhos e sopros, nuvens claras e escuras
...e tudo oscila continuamente e indefinidamente
na exaltada vida e na iluminada mente...

(Luis Valério Prandel)

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