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28/06/2021

[Astronomia] O que é matéria escura?

É uma parte do Universo que os astrônomos sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que seja. É matéria, porque se consegue medir sua existência por meio da força gravitacional que ela exerce. E é escura, porque não emite nenhuma luz. Essa segunda propriedade é justamente o que dificulta seu estudo. Todas as observações de corpos no espaço são feitas a partir da luz ou de outro tipo de radiação eletromagnética emitida ou refletida pelos astros. Como a matéria escura não faz nenhuma dessas coisas, é "invisível". Ainda assim, sabe-se que ela está lá. 

Na década de 1930, o astrônomo Fritz Zwicky, um húngaro radicado nos Estados Unidos, calculou a massa de algumas galáxias e percebeu que ela era 400 vezes maior do que sugeriam as estrelas observadas! A diferença está justamente na massa de matéria escura. E quanta diferença! Pelas contas do professor Fritz, você deve ter percebido que ela não é apenas um detalhe na composição do Universo, e, sim, seu principal ingrediente. Hoje em dia, calcula-se que ele corresponda a mais ou menos 95% do Universo. 

Existem várias teorias sobre o que seria a tal massa escura. O mais provável é que ela seja feita de partículas subatômicas, menores que nêutrons, prótons e elétrons e ainda indetectáveis pelos atuais instrumentos de medição dos cientistas. Para terminar, vale um esclarecimento: apesar da semelhança no nome, matéria escura não tem nada a ver com buraco negro. "A massa escura é um componente do Universo, sem luz, enquanto o buraco negro é um objeto astrofísico com um campo gravitacional tão forte que não deixa nem mesmo a luz escapar", afirma o astrônomo Enos Picazzio, da Universidade de São Paulo (USP).

(Tarso Araújo - mundoestranho.abril.com.br)


Foto de John Dubinski, Universidade de Toronto
Ninguém consegue vê-la, senti-la, ou mesmo saber o que é. Mas sem a misteriosa substância chamada matéria escura, as galáxias se fragmentariam. Uma simulação feita em computador por John Dubinski, um astrofísico da Universidade de Toronto, representa a matéria escura como uma enorme rede de filamentos espalhada pelo espaço, mostrada em branco acima. Segundo os cálculos de Dubinski e outros astrofísicos, o universo visível – estrelas e galáxias – é uma mera farpa do que há lá fora. A matéria escura é uma partícula grande sem carga elétrica; sua única marca é sua força gravitacional. Os especialistas calculam que os experimentos dos próximos dez anos conseguirão finalmente isolar partículas da matéria escura e desvendar o maior mistério do universo.


Vídeo recomendado:


30/06/2014

[Curiosidades] 50 fatos interessantes acerca do Universo

História do Universo.
►01 - Durante 380 mil anos o Universo era composto exclusivamente de plasma e não existiam elementos como conhecemos, que se formaram só depois.

►02 - A terra só surgiu quando o Universo já tinha mais de 9 bilhões de anos.

Uma simulação feita em computador
por John Dubinski, um astrofísico
da Universidade de Toronto,
representa a matéria escura como
uma enorme rede de filamentos
 espalhada pelo espaço, mostrada em
 branco acima. 
►03- Nosso Universo possui uma estranha composição: 4% matéria normal, 23% matéria escura e 73% energia escura.

►04- Segundo os dados atuais, o Universo se expandirá para sempre, até que se torne uma vastidão totalmente escura e fria.

►05- A massa da Terra é de aproximadamente 5,972×10²⁴ kg (cinco centilhões e novecentos e setenta e dois quatrilhões de quilogramas).


►06- O Universo se expande a 1,6 bilhões de km por hora.

►07 Há 350 milhões de anos a Lua estava a apenas 18 mil quilômetros da terra. Hoje, está a 400 mil quilômetros, e se afasta 3 centímetros a cada ano.

Imagem da radiação cósmica de
fundo em microondas capturada
pela sonda espacial Planck.
►08- As interferências na televisão são provocadas pelas ondas do Big Bang no início do universo

►09- Em Marte, há redemoinhos imensos de poeira todos os dias, que podem chegar a 100 metros de altura.

Estrela Eta Carinae.
►10- A estrela Eta Carinea emite cerca de 3 milhões de vezes mais energia que o Sol.

►11- O Buraco Negro mais pequeno já descoberto, tem apenas 24 km de diâmetro. Não te iluda: na verdade estes micro buracos negros exercem uma força de atração muito mais forte que os grandes, ou seja, quanto mais pequenos, mais devastadores.

►12- O seu corpo junto do Buraco Negro mencionado acima, se transformaria em um simples fio de espaguete.

►13- 45% dos americanos não sabem que o Sol é uma estrela.

►14- As estrelas anãs são tão densas, que uma colher feita desse material pesaria tanto quanto um carro.

►15- A última vez que um meteoro consideravelmente perigoso caiu na terra foi em 15/02/2013, na Rússia.

►16- A maior estrela do universo já conhecida é a estrela VY Canis Majoria com a dimensão de 2,9 bilhões de quilômetros. Só para ter noção do tamanho, se comparada ao nosso sol, ela tem quase duas mil vezes mais massa

►17- Segundo especialistas, o Big Bang não foi uma explosão, e sim uma expansão.

►18 Energia solar suficiente para abastecer todo o planeta por 18 anos atinge a superfície da terra todos os dias. Mas a gente só da conta da capturar energia suficiente para abastecer a Europa por 12 minutos.

►19- Cientistas acreditam que eventualmente ocorrem chuvas de diamante em Urano e Netuno.

►20- Existem mais estrelas no céu do que grãos de areia na terra.

►21- A luz solar leva 8 minutos e 17 segundo para chegar na terra.

►22- O lugar mais frio do sistema solar é Tritão, satélite de Netuno, com a temperatura de -240º C.

►23- O telescópio Hubble é tão potente que consegue fotografar uma mosca a uma distância de 13.700 km.

►24- Com a tecnologia atual, é possível mandar um homem para Marte, mas impossível trazê-lo de volta.

►25- As tempestades de Netuno geram fortes ventos que chegam a 2,400 km por hora.

►26- Titã, um satélite de Saturno, é o planeta conhecido mais semelhando a Terra. Porém, impossível de ser habitado.

►27- Vênus é o Planeta mais quente no sistema Solar, chegando a 500º C.

►28- O maior vulcão conhecido está, acredite, em marte. Ele foi batizado de Monte Olimpo e é três vezes mais alto que o nosso Monte Everest.

►29- Hoje, existem cerca de 2.900 satélites em órbita da terra.

Hipótese do grande impacto
ou Big Splash
►30- A Terra já teve um anel, como Saturno. Esse anel era formado de poeira e rochas quentes avermelhadas, mas sumiu dando origem a Lua.

►31- O Universo observável contem aproximadamente 100 bilhões de galáxias, e cada galáxia contem cerca de 100 bilhões de estrelas.

Uma equipe encontrou moléculas de
glicolaldeído - uma forma simples
de açúcar - no gás que envolve
uma jovem estrela binária de massa
similar ao nosso sol,
chamada IRAS 16293-2422.
►32- Cientistas já descobriram um pequeno reservatório de Açúcar em uma nuvem de gás e poeira no centro da Via Láctea.

►33- A maior galáxia do Universo conhecida é a IC-1101, com aproximadamente 100 trilhões de estrelas.

►34- O Sol possui 99,9% de toda a massa do sistema solar.

►35- No início do Planeta Terra, um dia durava apenas 6 horas.

►36- Cientistas acreditam que a água surgiu na terra através de cristais dentro de meteoros que caíram na terra há cerca de 3,9 bilhões de anos.

►37 - O primeiro grande continente da Terra não foi Pangeia como dizem na escola e nos livros, foi Rodinia, cerca de 700 milhões de anos antes.

►38 -90% da massa do seu corpo é na verdade poeira estelar, pois todo os elementos exceto o hidrogênio, foram criados nas estrelas.

►39 - A superfície do sol é misteriosamente mais quente do que o seu interior.

►40 - Os dias na Lua são escaldantes e as noites extremamente frias. A temperatura varia de -150º C a 120º C.

►41 - Olhando da terra, é possível distinguir 500 mil crateras na Lua.

►42- Todas as estrelas que você enxerga no céu à noite são maiores e mais fortes que o nosso Sol.

►43- Em um universo paralelo você é um parafuso.

►44 - Em um outro universo paralelo você é maior que o Sol e menor que um sapo.

► 45 -Todos os anos caem cerca de 150 toneladas de meteoritos e fragmentos na Terra. trata-se de uma média de 410 kg por dia.

► 46 -Uma viagem só de ida para Alpha-Centauri, a estrela mais próxima do Sol, levaria 70.000 anos.

► 47 - Se uma estrela está situada a uma distância de 50 anos-luz da Terra, a luz que vemos hoje é aquela que ela emitiu há 50 anos.

► 48 -Como a luz da estrela demora para chegar até nós, é possível que muitas estrelas que vemos na Terra não existam mais.

► 49- A famosa mancha vermelha de Júpiter é uma tempestade colossal que já dura 400 anos. Detalhe: essa mancha é 2 vezes maior que a terra.

► 50 -E a cada minuto, em algum lugar no universo, uma estrela exploda e brilha mais do que toda uma galáxia.

14/06/2010

[Física] Neutrino camaleão abre caminho para uma nova física

Cientistas do experimento Opera, localizado no laboratório Gran Sasso, na Itália, fizeram a primeira observação direta de uma partícula tau em um feixe de neutrinos do múon - isto significa que a partícula "oscilou", isto é, mudou de um tipo para outro.

Encontrar o tau do múon representa ter achado a peça que faltava em um quebra-cabeças que tem desafiado a ciência desde 1960.

O feixe de neutrinos foi enviado através da terra do CERN, onde está situado também o LHC, a 730 km de distância do detector.

Neutrinos

Neutrinos são partículas subatômicas com uma massa tão pequena que um deles é capaz de atravessar um cubo de chumbo sólido, com 1 ano-luz de aresta, sem se chocar com a matéria. Calcula-se que 50 trilhões de neutrinos atravessam o nosso corpo diariamente.

Existem três tipos de neutrinos*: neutrino do elétron, neutrino do múon e neutrino do tau.

- Neutrino do elétron = Neutrino eletrônico é associado ao elétron, de número eletrônico +1; neutrino do elétron, seu símbolo é: νe
- Neutrino do múon = Neutrino muônico associado ao múon-menos, e de número muônico +1, seu símbolo é νμ
- Neutrino do tau = Neutrino tauônico, associado ao tau, e de número tauônico +1, seu símbolo é ντ.


O quebra-cabeças dos neutrinos começou com uma experiência pioneira, realizada na década de 1960, que acabou rendendo o Prêmio Nobel de Física a Ray Davies.

Davies observou que os neutrinos vindos do Sol chegavam à Terra em um número muito menor do que os modelos teóricos previam: ele concluiu que, ou os modelos solares estavam errados ou algo estava acontecendo com os neutrinos em seu caminho.

Super-Kamiokande

Super-Kamiokande, ou simplesmente Super-K, é um observatório de neutrino no Japão. O observatório foi projetado para estudar os neutrinos solares e neutrinos atmosféricos, procurar por decaimento de próton e detectar neutrinos de qualquer supernova que possa existir em nossa galáxia.

Super-K está localizado a 1 km debaixo da terra em uma mina de Mozumi, propriedade da companhia Kamioka Mining and Smelting Co. na cidade de Hida (antigamente conhecida como Kamioka), Gifu , Japão. Ela consiste de 50.000 toneladas de água pura rodeada por cerca de 11.200 tubos fotomultiplicadores. A estrutura cilíndrica tem 41,4 metros e 39,3 metros de largura.

A interação de um neutrino com os elétrons com os núcleos de água pode produzir uma partícula que se move mais rápido que a velocidade da luz na água (entretanto, é claro, que essa velocidade é menor que a velocidade da luz no vácuo). Isto cria um cone de luz conhecido como radiação de Cherenkov, que é opticalmente equivalente a uma barreira de som. O padrão característico desses flashes proporciona informação sobre a direção e, no caso dos neutrinos atmosféricos, a classe de neutrino que chega.


Oscilação dos neutrinos


Uma possível solução para o enigma foi dada em 1969 por Bruno Pontecorvo e Vladimir Gribov, que sugeriram que mudanças oscilatórias, que eles chamaram de "mudanças camaleônicas", poderiam fazer com que os neutrinos transmutassem de um tipo para outro. Seria por isso que os neutrinos esperados não eram detectados em número suficiente.

Desde então, diversos experimentos observaram o desaparecimento dos neutrinos do múon, confirmando a hipótese da oscilação, mas até agora nunca havia sido observado o aparecimento de um neutrino do tau a partir de um feixe puro de neutrinos do múon.

Agora, pela primeira vez, os cientistas capturaram o neutrino camaleão conforme ele mudou de um neutrino do múon para um neutrino do tau.

"Estamos confiantes de que este primeiro evento será seguido de outros, que irão demonstrar plenamente a oscilação dos neutrinos," disse Antonio Ereditato, da colaboração Opera.

Paciência de físico

O achado é resultado de sete anos de construção do detector Opera, e mais três anos de disparos de um feixe de neutrinos, fornecido pelo CERN.

Durante esse tempo, bilhões de bilhões de neutrinos do múon foram enviados do CERN até Gran Sasso, em uma viagem que dura apenas 2,4 milissegundos.

A raridade da oscilação dos neutrinos, juntamente com o fato de que os neutrinos interagem muito fracamente com a matéria, torna este um tipo de experimento muito delicado e muito difícil de fazer.

O feixe de neutrinos do CERN foi ligado pela primeira vez em 2006, e desde então os pesquisadores do OPERA estão peneirando cuidadosamente seus dados para encontrar sinais do aparecimento de partículas de tau, um sinal de que um neutrino do múon teria oscilado em um neutrino do tau.

Paciência parece ser um pré-requisito fundamental na pesquisa da física de partículas.

Nova Física

Mas o que é mais importante é o que está por vir.

Embora feche um capítulo na compreensão da natureza dos neutrinos, a observação das oscilações dessas partículas, transmutando-se de um tipo em outro, é uma forte evidência de uma física totalmente nova.

A questão é que, na teoria que os físicos usam para explicar o comportamento das partículas fundamentais, conhecida como o Modelo Padrão, os neutrinos não têm massa.

Contudo, para que eles sejam capazes de oscilar eles devem ter massa - logo, algo deve estar faltando no Modelo Padrão.

Apesar de seu enorme sucesso em descrever as partículas que compõem o Universo visível, e as interações entre essas partículas, há muito tempo os físicos sabem que o Modelo Padrão não explica tudo.

Uma das possibilidades levantadas para essa nova física é a existência de outros tipos de neutrinos, ainda não detectados experimentalmente.

A grande expectativa é que essas partículas subatômicas ainda desconhecidas possam ajudar a lançar alguma luz sobre a Matéria Escura, um tipo desconhecido de matéria que compõe um quarto da massa do Universo.

Outra sinalização dessa nova física foi dada há poucos dias pela descoberta de uma assimetria entre a matéria e a antimatéria.


(Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br)

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