Frase do dia

22/09/2013

[Curiosidade] O Museu do Genocídio Tuol Sleng

A história: Phnom Penh, Camboja, é a casa deste museu que era uma antiga escola secundária que foi convertida, em 1975, a uma penitenciária de segurança por Khmer Rouge. A prisão foi usada como base para a tortura e assassinato de presos. A maioria dos presos eram ex-soldados e oficiais do governo de Lon Nol. A paranoia de Rouge logo atingiu os seus líderes próximos, que começaram a enviar qualquer pessoa para a prisão. Muitos prisioneiros foram induzidos a nomear familiares que também eram presos, torturados e assassinados.

A maioria dos prisioneiros eram forçados a confessar crimes que nunca cometeram. Embora a maioria das vítimas fosse cambojana, muitos estrangeiros morreram, inclusive americanos, franceses, um neozelandês, um britânico, australianos, árabes, indianos, paquistaneses e vietnamitas. Acredita-se que apenas 12 pessoas sobreviveram.

O regulamento de segurança abaixo é real: são as dez regras que todos os presos tinham que respeitar na penitenciária [tradução adaptada]:

1. Você deve responder de acordo com minha pergunta. Não desvie.
2. Não tente esconder os fatos através de pretextos, você está proibido de me contestar.
3. Não seja um tolo, você é um sujeito que se atreve a contrariar a revolução.
4. Você deve imediatamente responder às minhas perguntas, sem parar pra pensar.
5. Não me fale sobre suas imoralidades nem sobre a essência da revolução.
6. Se receber chicotadas ou choques elétricos você não deve chorar.
7. Não faça nada, fique quieto e espere minhas ordens. Se não houver ordem, mantenha a calma. Quando eu lhe pedir para fazer alguma coisa, você deve fazê-la imediatamente, sem protestar.
8. Não invente pretextos sobre Kampuchea Krom para ocultar seu segredo ou traição.
9. Se você não seguir todas as regras acima, você deverá receber muitos chicotes de fios elétricos.
10. Caso você desobedecer qualquer ponto da minha regulamentação, você deve obter dez chicotadas ou cinco choques de descarga elétrica.




(Fonte: hypescience.com)

09/06/2013

[Curiosidade] Formigas se suicidam em espiral da morte

A grande maioria das formigas usam a visão para caminhar, mas algumas espécies são completamente cegas, sendo possível desorientá-las marcando percursos, fazendo-as andarem até a morte por exaustão.

Este sistema é conhecido como ‘a fábrica de formigas’ e é uma das mais estranhas expressões da natureza. Este tipo de formiga anda usando trilhas de feromônios deixados por outras formigas da mesma espécie. No entanto, caso um número suficiente de formigas perca o traço dessas substâncias, a formiga de trás segue a outra da frente em um efeito cascata, formando um enorme espiral de formigas.

Elas são incapazes de se libertarem quando chegam neste estágio pela falta da visão e marcham em um círculo até caírem mortas. É possível forçar este comportamento bizarro neutralizando os rastros de feromônio. Obviamente esta é uma atitude repudiada pelos cientistas, sendo considerada uma prática cruel.
É possível desviar as formigas de um local fechado, como um vaso de planta. Já foram registrados fenômenos como este na natureza, onde a espiral possuía vários metros de diâmetro.

Este tipo de formiga é encontrado em vários países da América do Sul, costumam caçar com um bando de 200.000 indivíduos, matando mais de 100.000 criaturas vivas todos os dias.
Entomologistas da Universidade Cornell Sean Brady se depararam com este fenômeno ao estudar várias espécies da América do Sul em uma expedição que começou em 2011.

29/05/2013

[Fé] Em tua imensa misericórdia, toda a minha esperança


Onde te encontrei, Senhor, para te conhecer? Não estavas certamente em minha memória antes que eu te conhecesse.

Onde então te encontrei para te conhecer, a não ser em ti, acima de mim? Não é propriamente um lugar. Afastamo-nos, aproximamo-nos e não é um lugar. Em toda parte, ó Verdade, presides a todos que vêm com diferentes consultas.

Com clareza respondes, porém, nem todos ouvem com clareza. Todos perguntam o que querem e nem sempre ouvem o que querem. Ótimo servo teu é quem não espera ouvir de ti o que desejaria, mas antes quer aquilo que de ti ouve.

Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Estavas dentro e eu fora te procurava. Precipitava-me eu disforme, sobre as coisas formosas que fizeste. Estavas comigo, contigo eu não estava. As criaturas retinham-me longe de ti, aquelas que não existiriam se não estivessem em ti. Chamaste e gritaste e rompeste a minha surdez. Cintilaste, resplandeceste e afugentaste minha cegueira. Exalaste perfume, aspirei-o e anseio por ti. Provei, tenho fome e tenho sede. Tocaste-me e abrasei-me no desejo de tua paz.
            
Quando me uno a ti com todo o meu ser, não há em mim dor nem fadiga. Viva será minha vida, toda repleta de ti. Agora ergues o que de ti está repleto. Como ainda não estou pleno de ti, sou um peso para mim. Lutam minhas lamentáveis alegrias com as tristezas deleitáveis. De que lado estará a vitória, não sei.
            
Ai de mim, Senhor! tem piedade de mim. Lutam minhas más tristezas com as boas alegrias e não sei quem vencerá. Ai de mim, Senhor! Tem piedade de mim! Ai de mim! Bem vês que não escondo minhas chagas. És o médico; eu, o doente. És misericordioso; eu, o miserável.
            
Não é verdade que a vida humana na terra é uma tentação? Quem deseja pesares e dificuldades? Ordenas tolerá-los, não amá-los. Ninguém ama aquilo que tolera, mesmo se gosta de tolerar. Embora alegre-se por tolerar, prefere não ter que tolerá-lo. Na adversidade desejo a felicidade; na felicidade temo a adversidade. Que meio termo haverá onde a vida humana não seja uma tentação? Ai da felicidade do mundo, uma e duas vezes, pelo temor da adversidade e pela caducidade da alegria! Ai das adversidades do mundo, pelo desejo da felicidade! A adversidade é dura e faz naufragar a tolerância. Não é verdade que é uma tentação a vida humana sobre a terra? Em tua imensa misericórdia ponho toda a minha esperança.


(Santo Agostinho, in "Confissões", Lib. 10,26.37–29,40; CCL 27,174-176, Séc.V)

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