segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

[Saúde] As doenças mais comuns no verão

"O verão começa oficialmente [no Brasil] no dia 21 de dezembro. Essa é a época mais quente do ano e também a que exige maiores cuidados com a saúde, pois o calor proporciona condições ideais para a ocorrência de algumas doenças. As doenças mais frequentes no verão são aquelas que levam a perda de líquidos e a desidratação. No entanto, outras doenças também são muito comuns. A insolação, as micoses e a intoxicação alimentar são doenças frequentes que podem atrapalhar as suas férias".


ACNE SOLAR

O que é? A acne solar caracteriza-se por uma erupção que atinge principalmente o tronco e a raiz dos membros superiores e que surge poucos dias após a exposição intensa destas áreas ao sol.
Sintomas: Formam-se lesões papulosas (semelhantes a pequenas "bolinhas endurecidas") e pustulosas (bolhinhas de pus), sendo algumas delas doloridas e avermelhadas devido à inflamação.
Tratamento: Muito comum durante o verão, a acne solar pode ser evitada com a utilização de filtros solares, de preferência aqueles em base não oleosa ("oil free"), aplicados antes e durante a exposição ao sol. O tratamento pode ser feito com as medicações usualmente utilizadas para tratar a acne vulgar, como esfoliantes e antibióticos em loção ou gel, quando houver inflamação. Mesmo sem tratamento, com o passar do tempo e evitando-se a exposição solar, a acne solar tende a ir melhorando gradativamente. 


CONJUNTIVITE

O que é? É o processo infeccioso da estrutura dos olhos (conjuntiva), cujo contágio é de pessoa para pessoa, através das secreções oculares, transmitidas pelo contato direto, das mãos, toalhas, lenços e água da piscina.
Sintomas: Prurido ocular, lacrimejamento exagerado, desconforto de graus variados e edema das pálpebras. Alguns casos tornam-se mais graves e podem trazer febre, gânglios no pescoço e infecção de outras estruturas do rosto.
Prevenção: Para evitar que o quadro se agrave: mantenha boa higiene com soro fisiológico e procure orientação médica. Nunca use nenhum medicamento sem prescrição.


DESIDRATAÇÃO

O que é? Ocorre pela perda de líquidos e eletrólitos, como sódio e potássio, através de vômitos, diarreia ou sudorese intensa. Cada perda deve ser reposta com líquidos adequados, sendo o mais indicado o soro oral (vendido nas farmácias) ou soro caseiro.
Prevenção: Consuma líquidos de forma abundante (água, sucos de frutas), principalmente quando estiver exposto ao calor. Em caso de vômitos ou diarreia, é importante consultar o médico.


BICHO GEOGRÁFICO

O que é? É o nome popular da doença de pele em humanos causada pela larva de vários parasitas nematoides. O contágio se dá através da pele, e o tratamento com medicação específica deve ser prescrito pelo médico.
Prevenção: Verifique o solo por onde pisa, pois nele pode haver contaminações.


INSOLAÇÃO

O que é? Aumento da temperatura corporal pelo excesso de calor. O tratamento inclui banhos frescos que podem ser de 15 minutos ou mais, medir sempre a temperatura corporal, manter o ambiente fresco e exagerar na hidratação com água e líquidos isotônicos.
Prevenção: Evite exposição ao calor, usar pouca roupa, ambientes fechados e quentes.


DIARREIA

O que é? Aumento do número de evacuações (fezes não necessariamente líquidas) e/ou a presença de fezes amolecidas.
Prevenção: Lave as mãos com água e sabão, use álcool gel, lave as frutas de casca com água e sabão (mesmo se for descascá-las), higienize adequadamente as folhas e verduras, evite o consumo de alimentos perecíveis, principalmente na rua ou em festas, e certifique-se da qualidade da água que bebe.


HEPATITE A

O que é? Doença infecciosa aguda, causada pelo vírus da hepatite A, que produz inflamação e necrose do fígado. A transmissão do vírus é fecal-oral, adquirido por água e/ou alimentos contaminados. O diagnóstico será feito após consulta médica, bem como o tratamento. 
Prevenção: Já estão disponíveis vacinas em clínicas particulares de vacinação.


MICOSES

Como o verão é a estação mais quente do ano, transpiramos muito e temos mais contato com a água. Isso faz com que a nossa pele fique úmida por mais tempo. A umidade da pele favorece o aparecimento das micoses, que são doenças causadas por fungos e que podem ser adquiridos na praia ou nas piscinas. Em contato com a pele úmida, os fungos se desenvolvem rapidamente. 
Todo o corpo pode ser afetado pelas micoses. No verão, é mais comum o acometimento das virilhas, pés e unhas.
A doença inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha. Provoca escamação contínua da pele e coceira. O stress e o sol podem facilitar a sua manifestação.
No pé, a micose mais frequente é o pé-de-atleta, ou frieira. Ela ocorre entre os dedos. Esse tipo de micose quando não tratada pode facilitar a entrada de germes na perna provocando erisipelas, além disso com o passar do tempo provoca mau cheiro.
Nas unhas a doença mais frequente é a onicomicose. É provocada por fungos e também por outro tipo de microrganismo comum na natureza: as leveduras. Inicia-se na ponta da unha, deixando-a amarelada. Dói bastante e incomoda. Aos poucos, a unha fica espessada e com aparência feia. 
Ao sinal de micose, deve-se procurar o dermatologista. A automedicação não é aconselhada já que as micoses podem ser confundidas com outras doenças.


INTOXICAÇÃO ALIMENTAR

Nas férias é comum que as pessoas se alimentem na praia, no clube ou em outros locais que muitas vezes não possuem higiene adequada no preparo e conservação dos alimentos. As refeições em self-service que são comuns nestes períodos, os salgadinhos na praia, os peixes e outros petiscos que na maioria das vezes ficam expostos por longos períodos à temperatura ambiente são os principais causadores da intoxicação alimentar. 
Intoxicação alimentar é o nome que se dá aos sintomas desagradáveis que uma pessoa experimenta depois de ingerir alimentos contaminados por microorganismos nocivos. Os microorganismos afetam diversos tipos de alimentos, não sendo obrigatório que ele esteja estragado para que ocorra a contaminação. São várias as causas de intoxicação alimentar. 
Quando uma pessoa ingere um alimento contaminado, ela pode desenvolver alguns sintomas que variam de acordo com o microorganismo causador do distúrbio. Um alimento contaminado pela Salmonela, por exemplo, que é um microorganismo que atinge as carnes, pode causar diarréia, um simples desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaléias, e até mesmo, desidratação grave. 
Em geral, os sintomas da intoxicação alimentar duram poucos dias. Nos casos menos graves, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos, são suficientes para compensar a perda de líquidos provocada pela diarréia ou pelos vômitos. Nos casos mais graves, é necessário procurar um médico para o tratamento especifico contra o agente causador da intoxicação. A intoxicação alimentar nos casos mais graves pode ser fatal. 
Com alguns cuidados básicos você poderá fazer com que o verão seja ainda mais prazeroso.


DENGUE

A dengue é uma das mais conhecidas doenças de verão. Ela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que transporta o vírus. 
Quem é picado pelo inseto pode sentir febre alta, dores de cabeça, nos músculos e nas articulações, além de perder o apetite, ter náuseas e apresentar bolinhas vermelhas por todo o corpo que causam coceiras. Por isso, em caso desses sintomas procure o posto de saúde mais próximo de sua residência. 
A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os criadouros (lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito). Portanto, não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente, como Pneus, pratos de vasos, garrafas, caixas d’água, entre outros. 


HERPES LABIAL

O que é?
Herpes é uma infecção causada pelo vírus Herpes simplex. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado. A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica.
Algumas pessoas tem maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento. As localizações mais frequentes são os lábios e a região genital, mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele. Uma vez reativado, o herpes se apresenta da seguinte forma:
- inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões.
- a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada.
- as bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença.
- a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização.
- a duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias.
Tratamento
Os seguintes cuidados devem ser tomados durante um surto de herpes:
- o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração;
- evite furar as vesículas;
- evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial;
- evite relações sexuais se for de localização genital;
- lave sempre bem as mãos após manipular as feridas pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.
- O tratamento deve ser orientado pelo seu médico dermatologista. É ele quem pode determinar os medicamentos mais indicados para o seu caso que, dependendo da intensidade, podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos.
Quando as recidivas do herpes forem muito frequentes, a imunidade deve ser estimulada para combater o vírus. Os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível. A eficácia das vacinas contra o herpes são muito discutidas, mostrando bons resultados em alguns pacientes mas nenhum resultado em outros.
(Colaboração: Dr. Roberto Barbosa Lima - Dermatologista)




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