Frase do dia

08/06/2010

[Ficção] Huìlivepe - Capítulo I - O lugar

Uma leve brisa se alastra em meio à floresta chamada “Àerbu”. O solo úmido encontra-se coberto por um tapete de tenras mandrágoras multicores que foram se alastrando ao longo do tempo. As árvores que existem neste lugar são das mais variadas formas, tamanhos e cores com folhas em tons de verde, vermelho e as mais antigas são amareladas. Os pequenos animais habitam em meio as plantas.
Seres humanos povoam em uma região há muito tempo construída em meio à Àerbu que foi chamada de “Lurbè” pelos nativos. As paredes das habitações são feitas de pedra e “àglucloe”, um tipo especial de argila esverdeada extraída da floresta. O teto das habitações é preenchido com cascas de “xilolìparbe”, uma espécie de árvore encontrada apenas na floresta de Àerbu, um produto impermeável a chuva e muito resistente ao impacto dos “àeroemuv”, os quais são como meteoritos que possuem a cor escura e caem periodicamente na região compreendida entre a floresta Àerbu e a montanha “Bèliimpurbe”.
Os habitantes são da tribo auto denominada como “Huìlivepe” e possuem um idioma próprio. Este povo foi formado de pessoas que vieram dos mais variados continentes há muitos séculos atrás. Os Huìlivepes permaneceram todo este tempo isolados do restante das civilizações do planeta. Este isolamento não foi por vontade própria e sim devido a impossibilidade de comunicação com o restante do mundo.
A Terra já está quase devastada por completo, devido as catástrofes ambientais ocasionadas pelo excesso de poluentes na atmosfera. As fontes de energia e a água doce tornaram-se escassas. O planeta tornou-se árido e as cidades litorâneas foram submergidas pelos oceanos. Ainda existem pequenos aglomerados de vegetações, animais em lugares onde restaram alguns lençóis freáticos, com extensões em média de dois quilômetros, é nesses oásis que encontramos as civilizações remanescentes do planeta.

continua...

(Luis Valério Prandel)

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