sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

[Curiosidades] Fatos interessantes sobre o ilusionismo

Encantando espectadores há mais de 3 mil anos, os profissionais da arte da ilusão  têm uma data especial dedicada a eles: 31 de janeiro. 

1. O Dia Mundial do Mágico (ou Ilusionista) é uma homenagem a São João Bosco, santo italiano e padroeiro dos mágicos, que utilizava seus truques e outras formas de entretenimento na infância para ajudar sua família. 



2. A apresentação de mágica mais antiga está registrada num papiro egípcio escrito por volta de 2000 a.C e nele está a história de Dedi, um mágico que se apresentava diante da corte do faraó Kéops.



3. No mundo dos mágicos, o truque de pegar uma bala no ar é considerado um dos mais perigosos e letais de todos. Isso porque já morreram vários ilusionistas tentando realizar a ação e alguns mataram ou feriram seus assistentes. Entre os profissionais vítimas do próprio truque estão Madame Delinsky, Arnold Buck, Adam Epstein, Chung Lin Soo, Ralf Bialla, Michael Hatal e Bosco Blumenfield.


4. Um dos primeiros mágicos portadores de deficiência é Matthias Buchinger, que nasceu sem os braços e as pernas e mesmo assim fazia truques incríveis.





5. O mágico Leonardo Montano fazia shows em cassinos de Las Vegas (EUA) sob o nome artístico de Val Valentino quando foi descoberto pela Fox, em 1996. 
A rede norte-americana procurava alguém para protagonizar um especial chamado “Quebrando o Código dos Mágicos”, no qual seriam revelados os segredos de diversos truques de magia, e ele aceitou a proposta. O programa foi ao ar em novembro de 1997, e lançou o “Mágico Mascarado” ao estrelato graças a uma audiência de 24 milhões de pessoas (a maior alcançada por um show não-esportivo na televisão americana). Mas na mesma proporção que conquistou admiradores, Montano fez também inimigos. Mágicos ao redor do país começaram a exigir que o canal parasse de transmitir a série, e baniram o ilusionista de todas as associações de mágicos. A última versão, em que é revelada a identidade do mascarado, foi exibida nos EUA no final de 1998. No Brasil, o Fantástico exibiu o especial durante o ano de 1999. O apelido “Mister M”, aliás, foi uma invenção do chefe de redação Geneton Moraes Neto.


6. O mágico mais rápido do mundo é Eldon D. Wigton. Ele conseguiu a façanha de realizar 225 truques em apenas 2 minutos em 21 de abril de 1991.




7. O ilusionista que mais quebrou recordes do mundo foi David Blaine. Em um dos truques, o mágico passou 63 horas, 42 minutos e 15 segundos preso em um bloco de gelo. Também já ficou em uma caixa transparente por 44 dias; pendurado de cabeça para baixo por 60 horas e com a respiração presa por 17 minutos.


8. O primeiro mágico vivo a receber uma estrela na calçada da fama nos Estados Unidos foi David Copperfield. Já Harry Houdini só recebeu a dele anos após a sua morte. Os ilusionistas Penn e Teller também receberam uma estrela em 2013, e o prêmio foi entregue pelo próprio David Copperfield.


9. Existe uma sociedade secreta cujos membros são todos mágicos, ela tem mais de 15.000 membros distribuídos em 80 países e se chama International Brotherhood of Magicians (Irmandade de Mágicos Internacionais).


10. O ilusionismo teve como primeiro modelo o grande mágico francês Jean Eugène Robert-Houdin (1874-1926), considerado o “Rei das Fugas”. Suas mágicas se baseavam em trancar-se em baús ou enormes caixas, inclusive imerso na água e em alguns segundos aparecer tranquilamente do lado de fora. Graças a ele, a mágica deixou de ser apresentada por charlatões e artistas de rua, para tornar-se uma arte teatral de grande prestígio.

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Fonte: Globo.com, Peixe Urbano, Guia dos curiosos - UOL e MAGICANDO.

[Biologia] Curiosidades sobre as células HeLa

Uma célula HeLa é um tipo de "célula imortal" usada ​​em pesquisas científicas. Esta é a linhagem celular humana mais antiga e mais utilizada. 

A linhagem foi derivada a partir de células obtidas de um câncer cervical coletadas em 8 de fevereiro de 1951 de Henrietta Lacks, uma paciente que acabou por morrer de seu câncer em 4 de outubro de 1951. Descobriu-se que a linhagem celular era extremamente durável e prolífica como ilustrado pela sua contaminação de muitas outras linhas celulares utilizadas na investigação.

"Não dá para saber quantas células de Henrietta ainda circulam. Um pesquisador estima que, juntas, pesariam 50 milhões de toneladas, algo inconcebível, porque cada uma pesa quase nada", disse Rebecca Skloot, autora do livro A Vida Imortal de Henrietta Lacks.


Algumas curiosidades sobre as células HeLa:


1. Apesar de serem cancerosas, as células HeLa comportam-se como células normais do corpo. 
Isso permitiu aos cientistas aprender como elas reagiam em determinados ambientes. Possibilidades de pesquisa que um dia estavam fora dos limites ou eram antiéticas de repente se tornaram uma realidade à medida que os cientistas começaram a entender como a divisão celular ocorre ou como um vírus afeta uma célula.

2. As células foram retiradas sem o conhecimento ou consentimento de Henrietta.
Na década de 1950, não era considerado antiético usar alguém em um estudo científico sem a sua permissão ou fornecer tratamento médico não autorizado. Não existiam leis para proteger os direitos de pessoas como Henrietta, que tiveram sua privacidade violada pelos pesquisadores.

3. As células HeLa foram fundamentais para a pesquisa do câncer precoce
Graças a estudos feitos com células HeLa, os pesquisadores têm aprendido muito sobre o funcionamento das células cancerosas. Descobriu-se que as células de Henrietta ativaram uma enzima chamada telomerase utilizada para reparar o DNA danificado. Isto significa que as células HeLa proliferavam e prosperavam em oposição às células normais, que simplesmente morrem após um curto período de tempo.

4. As células HeLa têm ajudado na progressão da pesquisa genética
Em 1953, um geneticista do Texas estava trabalhando com as células HeLa quando uma substância química acidentalmente caiu sobre elas. No entanto, este potencial desastre acabou por ser uma bênção surpresa. Após observação, o cientista percebeu que os cromossomos dentro das células aumentaram de tamanho e, essencialmente, se desembaraçaram, tornando-se mais visíveis – cromossomos são compostos por longas fitas duplas de DNA, totalmente emboladas.

5. Pesquisas com as células HeLa levaram à criação da vacina contra o câncer do colo do útero
Em 2008, o virologista alemão Harald zur Hausen foi homenageado com o Prêmio Nobel por sua descoberta decisiva de que duas cepas de HPV estavam diretamente ligadas ao câncer cervical. Na década de 1970, acreditava-se que o herpes simplex causava o câncer do colo do útero.


6. As células HeLa contaminaram outras culturas de células em todo o mundo
Descobriu-se que as células HeLa podem viajar através do ar – aumentando exponencialmente o risco de contaminação. Nas décadas de 1950 e 1960, os laboratórios não eram devidamente equipados para pará-las, o que causou o prejuízo milionário e perda do tempo investido nas pesquisas que acabaram contaminadas. Felizmente, desde então foram feitas melhorias para inibir tais erros em técnicas de cultura de células.

7. O envolvimento das células HeLa contribuiu para criar a vacina contra a poliomielite e paralisia infantil

8. Alguns cientistas sugerem que as células HeLa podem ser uma nova espécie
De acordo com o biólogo evolucionista Leigh Van Valen, da Universidade de Chicago, as células HeLa não têm nenhuma conexão com as pessoas. Van Valen e outros cientistas afirmaram que as células são microbianas em sua natureza, não têm qualquer semelhança com as células humanas e devem ser consideradas como uma espécie inteiramente nova.
Acredita-se que as células HeLa evoluíram geneticamente ao longo do tempo para se adaptar ao seu ambiente – a placa de Petri – como resultado da seleção natural. Há quem diga que atualmente há novas linhagens de células HeLa que surgiram nos últimos anos.
Um outro estudo, de professores da Universidade da Califórnia em Berkeley, sugere que o processo pelo qual as células cancerosas são geradas é a base para a criação de uma nova espécie. O mesmo artigo, publicado na revista “Cell Cycle”, também faz menção a tumores que devem ser pensados como “organismos parasitas”.

9. O segredo da imortalidade das células de Henrietta permaneceu desconhecido até o final da década de 1990. 
Todo câncer é uma forma de mutação do DNA da célula. No caso da HeLa, a célula sofreu uma mutação que produz uma enzima chamada telomerase, que controla a renovação dos cromossomos cada vez que a célula se divide. Ao contrário das células normais, que vão se desgastando a cada divisão, o tumor de Henrietta não sofre danos quando se multiplica – e, assim, se torna imortal.

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Fontes e informações detalhadas sobre o assunto:
Listverse (texto original em inglês)
Hypescience
Superinteressante
BBC
Wikipedia
Pesquisa com celulas HeLa no Brasil (notícia de 05/06/19) 

Ver também